Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/10/2018

No atual panorama de saúde pública do país, as fatalidades ocasionadas pela violência e acidentes automobilísticos estão presentes diariamente nos noticiários. Porém, há um outro fator que silenciosamente vem crescendo e merece maior atenção pela sociedade: o suicídio. Neste contexto, vale destacar que essa é a segunda causa de morte entre indivíduos de 15 a 29 anos, de acordo com a OMS. Esses atentados contra a própria vida possuem diversas causas que devem ser identificadas e solucionadas o mais rápido possível e assim, diminuir essa taxa entre os jovens brasileiros.

Em primeiro lugar, é fundamental destacar algumas dessas razões. Entre elas, o repúdio dos pais pela opção sexual dos filhos pode gerar maus tratos e levar a um distanciamento do convívio familiar. Outros motivos, como a alta pressão por conseguir boas notas para entrar ou concluir uma faculdade, pais ausentes e abusos físicos/sexuais podem desencadear distúrbios psicológicos, como a depressão, e esses jovens ficam mais propensos a cometer suicídio.

Como consequência desses fatores, percebe-se que os suicidas apresentam determinados sinais antes de praticar tal ato. Nesse prisma, muitos se envolvem no mundo das drogas, na tentativa de aliviar a dor e o sofrimento. Outros preferem um isolamento por completo e dificilmente procuram ajuda, agravando os problemas psicológicos. Dentro desse cenário, o Mapa da Violência retratou um aumento de 42% na taxa de suicídios de jovens entre 2002 e 2017, em São Paulo, mostrando a grave situação.

Além disso, vale ressaltar que índices relacionados a esse assunto já foram estudados por vários sociólogos, como por exemplo, Émile Durkheim. Em sua obra Intitulada “O Suicídio”, Durkheim afirma que as taxas de suicídios são afetadas pelos diferentes contextos sociais de que emergem. Segundo ele, um afastamento das instituições sociais, como a família, escola, Estado e igreja acentuam o problema, assim como crises econômicas, catástrofes e pós-guerra, que podem gerar uma perda de sentido na vida dos indivíduos.

Fica claro, portanto, que há desafios para se reduzir as causas dessa autodestruição. É necessário um maior preparo e atenção por parte de amigos, escola, Igreja e, principalmente familiares, para se perceber os sinais de depressão e intenções suicidas. Esse preparo deve ser conduzido e propagado na mídia pelo Ministério da Saúde e ONGs, como Centro de Valorização da Vida (CVV), que, através de campanhas, devem divulgar dados e debater o tema, instruindo e alertando a sociedade. Logo, pais e responsáveis se tornam mais cautelosos, capazes de identificar o problema e procurar uma solução, seja com um melhor convívio social com os filhos ou com a ajuda de profissionais capacitados. Desse modo, a juventude brasileira pode evoluir com menores índices de suicídios e melhor qualidade de vida.