Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Na geração Byroniana do Romantismo, muito influenciada por Lord Byron, foi uma parte do movimento literário em que prevaleceu o desgosto pela vida e o pessimismo, o que influenciou comportamentos suicidas nas pessoas. Passadas várias décadas, hodiernamente a questão suicida é bastante imperante, mas por outros fatores, como a falta de empenho governamental visando mitigar os altos índices de suicídio e a pressão psicológica nas redes sociais. Dessa forma, uma análise incisiva sobre tal imbróglio é substancial para que haja soluções eficazes e peremptórias.

Ilustrando o exposto acima, o sociólogo francês Émile Durkheim, em sua obra “Suicídio”, caracteriza diferentes formas do ato: o suicídio anômico, o altruísta e o egoísta, ambos sendo fortemente influenciados pela situação na qual a sociedade se encontra. Em contraste, quando se observa as constantes crises financeiras no cenário brasileiro, as crises nos presídios e as altas no desemprego, nota-se que a elevação das taxas de suicídio são reflexos de tal confusão social, tendo em vista que grande parte da população é muito afetada por esse cenário, já que não faz parte da elite, como alardeia o pensador. Além disso, cabe destacar que a ansiedade e a depressão são as fases iniciais do suicídio, sendo facilmente desenvolvidas pela pressão de uma sociedade corrida e sem uma assistência pública eficaz que vise atenuar a evolução desses quadros de patologias mentais.

Além dos fatos supracitados, o escritor israelense Yuval Noah Harari, em seu livro “21 lições para o século 21”, afirma que a migração do “online” para o “offline”, ou seja, fora da navegação virtual, é um dos principais desafios do século XXI. Tal afirmação tem origem na dependência a esses recursos, os quais trazem malefícios como a imagem repassada de que todas as pessoas têm vidas sem problemas e com muitas benesses, o que não correspondem, de fato, à realidade. Nesse sentido, os que têm o papel de observador de tais inverdades podem se sentir insatisfeitos com a própria vida, desenvolvendo sentimentos pessimistas que podem evoluir a uma depressão e a um suicídio.

Destarte, para a solução da problemática da persistência de pessoas suicidas no Brasil, cabe ao Poder Legislativo, em parceria com as Universidades, criar visitas periódicas de psicólogos e de discentes do curso, em locais que tenham maiores índices do suicídio. Tal ação deve visar o contato da população com os profissionais qualificados em contornar a patologia mental oriunda das pressões das cidades ou das redes sociais, por meio da consulta. Além disso, os psicólogos formados, que seriam escolhidos via concurso público federal, seriam orientados a encaminhar os casos mais graves ao auxílio psiquiátrico das Universidades, as quais receberiam verbas para financiar os possíveis remédios. Dessa forma, espera-se que os números de suicídios sejam mitigados.