Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/10/2018

Na época do Renascimento houveram discursos para justificar ou defender o suicídio. A escola li-

terária e a escola filosófica de Schopenhauer propagavam a desesperança e a morte. Hoje, por conseguinte, essa concepção não é aplicável, já que no acompanhar do jovem brasileiro, o suicídio é uma consequência de um processo social. Portanto, urge a necessidade de atentar para os impasses que contribuem para tal cenário.

Embora existam no Brasil decretos como no artigo VIII da constituição de direitos e deveres indi-

viduais e coletivos que garantem respeito ao espaço e à moral, estes não mostram tanto êxito. Uma vez que diversos adolescentes são vítimas de bullying por possuirem determinada crença, ideologia ou por uma relação desigual de poder. Esse sentimento de abandono pode alterar a saúde mental, gerando pro-

blemas psíquicos, em determinado momento o autocídio acaba por ser a solução para essa população. Situação que remete o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, quando afirma que o homem se mata para libertar-se de uma ausência intolerável.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o suicídio é a quarta maior causa de morte de jovens entre 15 a 29 anos no Brasil. Tal fato agrava-se, pois, grande parte das escolas públicas e privadas, por questões estruturais ou carência de profissionais qualificados deixam de oferer devida importância para essas pessoas. Tristemente, a existência de padrões estabelecidos e criados pela consciência coletiva corroboram para o agravamento da situação e figuram entre as dramáticas evidências de que a autoquíria representa, na atualidade de excepcionalidade um grande impasse e crescente objetalização do próximo.

Torna-se evidente, portanto, que é indispensável a adoção de medidas capazes de atenuar os desafios enfrentandos por essa população. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde, atuar nas comunidades regionais através de palestras, debates e informações no âmbito parental. O acompanhamento desde o primáruo até o final do ensino médio deve ser proposto, para que possa oferecer suporte emocional. Além disso o Ministério da Educação, juntamente com a mídia, deve divulgar em horários telesivos reservados para o entretenimento, documentários que mostrem variadas perspectivas como o documentário “Suícidio sem tabú”- criado com esse ideal informativo.