Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 10/10/2018
O filósofo empírico Aristóteles tem sua tese, “o ser torna-se naquilo ao que repetidamente é submetido”, reforçada ao ser relacionada com um problema de saúde pública mundial que cresce entre os jovens: o suicídio. Inúmeras causas podem ser apontadas como motivos potenciais para a proliferação desse mal, entretanto algumas se destacam, como o bullying sofrido em algum momento da vida e a pressão social e até pessoal na transição da fase infantil para a jovial.
Não há dúvidas de que agressões verbais, psicológicas e físicas estão presentes culturalmente no meio escolar na forma de um “Macunaíma” maligno. A prática do bullying é algo hostil, cruel e bastante comum, ao seguir o parâmetro aristotélico já citado, causa variados problemas psicológicos na vítima como: introversão social, depressão e ansiedade. A criança que cresce traumatizada encontra desafios e angústias descomunais, e ao não ter o amparo de um psicólogo, da família ou até de amigos, corre sério risco de desenvolver um profundo estado de depressão, antecessor à grande parte dos lamentáveis casos de suicídio entre jovens, crianças e adolescentes. Portanto, a depredação do ambiente escolar e familiar catalisa fortemente a desenvoltura das doenças psicológicas citadas.
O ser humano está constantemente em processo de mudança, tais podem ser agradáveis ou nem tanto. A transição de fase na vida do jovem, por exemplo, é algo totalmente delicado e difícil de lidar-se, a troca da escola pela universidade, a busca de um emprego ou até por um parceiro sexual causa stress exaustivo aos que submetem-se às mesmas pelo fato de sentirem-se pressionados, tanto por quem está ao seu redor quanto por si mesmo. Conseguir sucesso no vestibular, agir de acordo com a opinião dos familiares e ter uma vida amorosa bem sucedida demanda bastante tempo e desgaste, o que acaba por causar o esgotamento da saúde mental do indivíduo, que caminhará rumo à depressão, e, posteriormente, ao suicídio.
Dessa forma, é evidente que medidas devem ser tomadas na resolução do impasse. Primeiramente, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério Público, deve investir pesado no combate ao bullying, tal ação pode ser feita por meio da publicidade nas vias midiáticas como tv e internet e também na criação de personagens fictícios na dramaturgia nacional que representem vítimas desse mal e explanem para todo território nacional as consequências cruéis desta prática. Ademais, o Ministério da Saúde deve garantir que todo cidadão brasileiro tenha à disposição tratamento psicológico gratuito oferecido pelo Estado, além do acompanhamento profissional semanal para aqueles que tenham algum transtorno pré ou já depressivo. Com situações agradáveis por toda volta, a tese aristotélica perderá o traço calamitoso à que foi referida anteriormente.