Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 03/11/2018
O suicídio entre os jovens é um problema grave e crescente no Brasil contemporâneo. Isso se comprova pelos dados oficiais do Ministério da Saúde, os quais demonstram que o número de atos suicidas entre brasileiros de 15 a 29 anos cresce constantemente desde a década de 90. À vista disso, esse cenário preocupante deve ser confrontado, uma vez que o direito a vida deve ser assegurado aos cidadãos e.o suicídio é uma resposta definitiva a um problema provisório.
Vale ressaltar, a princípio, que um dos principais fatores que levam um indivíduo a decidir tirar a própria vida é a sua falta de saúde psicológica, sendo dever do Estado garantir o acesso a tratamento adequado para quem precisa. De acordo com a Constituição Federal de 1988 todos os cidadãos possuem direito inalienável a vida. Não obstante, o governo e a sociedade, responsáveis pela garantia da vida, menosprezam esse direito e são responsáveis, também, pelo descaso — tendo em vista o constante crescimento de suicídios entre jovens no país. Sob essa perspectiva, a precariedade na saúde pública, seja pela desvalorização de profissionais ou pela falta de hospitais públicos com enfoque em doenças psicológicas, é um agravante a essa problemática.
Ademais, tirar a vida, na maioria dos casos da era contemporânea, é apenas uma solução para o sofrimento e as constantes preocupações, as quais são impostas pelas instituições sociais. Segundo Émile Durkheim, em sua obra “O suicídio”, uma das quatro formas de suicídio é o, denominado por ele, “egoísta”, o qual tem a motivação de resolver os problemas que afligem a pessoa que o comete. No entanto, com o advento da globalização, a cobrança pela constante produtividade, sucesso pessoal e a conquista do sonhado “american way of life”, faz com que os jovens, precocemente, se sintam sufocados e inúteis perante a sociedade. Nesse sentido, muitos brasileiros, no primeiro terço da sua vida, se suicidam por acreditarem que não conseguiram suprir anseios externos a eles.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde financiar a construção de hospitais especializados no tratamento de doenças como depressão, ansiedade e outras patologias mentais, com profissionais qualificados, como psicólogos e psiquiatras, com o objetivo de assegurar o tratamento de qualidade aos cidadãos que sofrem de doenças psicológicas e são mais propícios a cometer suicídio. Outrossim, é dever da família e da sociedade conscientizar os jovens a respeito da importância deles no âmbito social, por meio de discussões e debates sobre a relevância e o valor da vida deles. Assim com essas medidas, os caminhos para prevenir o suicídio dos jovens brasileiros serão trilhados.