Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/10/2018

Segundo o filósofo Gilles Lipovetsky, “É preciso ser mais moderno que o moderno, mais jovem que o jovem, mais na moda que a própria moda”. Nesse cenário encontram-se jovens dispostos a aderir obrigações que lhes são impostas, sujeitando-se ao desgaste psicológico para fazer parte da sociedade atual, com qualidade mínima ou nenhuma de sua saúde mental. Dessa forma, diante da problemática cada vez mais crescente de suicídio entre os jovens brasileiros, vale questionar se o Brasil adota medidas para combater essa realidade.

Primeiramente, a exposição nas redes sociais corrobora para aumentar a intensidade desse fenômeno que expressa individualmente, mas que afeta todo um coletivo. De acordo com o IBGE, 120 milhões de jovens usam as redes sociais diariamente no Brasil. Neste sentido, o bombardeamento de comportamentos, padrões inalcançáveis, vidas de sucesso e até mesmo os ataques virtuais contribui fortemente para a frustração, medos e os problemas psicológicos que surge sorrateiramente na vida dos adolescentes. Assim, a anulação pessoal e a influência dessa exposição nas mídias são cada vez mais frequentes.

Além disso, o suicídio ainda é considerado um tabu por muitos na sociedade atual. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o oitavo país com maior número de suicídios entre os jovens. No entanto, diferentemente do que essa fatalidade representa para a sociedade é possível prevenir a maioria dos casos se houver condições de oferecer ajuda e acompanhamento especializado para que o jovem tenha o mínimo de saúde mental e consiga lidar com os conflitos diários. Com isso, para que os sinais verbais e não verbais sejam vistos pela família e amigos é necessário quebrar preconceitos e avaliar a complexidade da situação que o jovem se encontra.

Deve-se, então, superar as barreiras que interferem no combate dos suicídios entre os jovens. Portanto, o governo em parceria com o Ministério da educação, deveria investir em psicólogos dentro das escolas, debates constantes sobre a importância de saber separar o virtual da realidade e um estímulo cada vez maior sobre o assunto dentro das salas de aula, seja por filmes que abordam o tema, seja por televisão e internet. Logo, os jovens seriam incentivados a buscarem ajuda e se pronunciar sobre um possível comportamento suicida. Ademais, a OMS e a mídia tem um papel imprescindível na ratificação de campanhas de prevenção ao suicídio, desmistificar o tema e combater o preconceito, incentivando os pais sobre a importância da conversa sobre o assunto para evitar possíveis tragédias.