Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/10/2018

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o número de suicídio entre os jovens brasileiros, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

Em primeiro lugar, sabe-se que um dos principais causadores do problema é o bullying. Seja na escola ou na rua, os jovens sofrem por serem zombados por colegas ou até mesmo por pessoas desconhecidas, e por causa disso, se sentem “diferentes” dos outros, o que acaba fazendo com que eles sintam que não fazem parte da sociedade e muitas vezes caiam em uma depressão. Por consequência disso, tomam decisões precipitadas que quando tomadas uma vez, não têm volta.

Além disso, vale salientar que muitas vezes os familiares não estão atentos aos sinais que os jovens dão. A falta de vontade de interagir com outras pessoas, cortes pelo corpo, isolamento e  ameaças de suicídio, são só alguns dos sinais de um jovem que está com pensamentos suicidas. Esses pontos são ignorados por muitas pessoas por elas pensarem que é apenas uma forma de chamar atenção, que depois tudo volta ao normal e que não deve haver preocupação.

Portanto, é evidente que medidas precisam ser tomadas para resolver a problemática. Destarte, as famílias devem prestar mais atenção em sinais que os jovens dão dentro de casa e se necessário, levá-los ao psicólogo. O Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao suicídio. Assim, os números de suicídios serão diminuídos.