Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 14/10/2018

O sociólogo Durkheim, em 1897, lança o livro Suicídio analisando os fatores que levam uma pessoa a tirar sua própria vida. E, levando em conta as reações negativas da sociedade conservadora da época, nos dias atuais o suicídio ainda é considerado um tabu e por isso é pouco debatido. Em resultado disso, a sociedade desconhece da as causas e efeitos da problemática agravando, assim, o crescente número de jovens suicidas do Brasil. Com efeito tornam-se imprescindíveis, pois, medidas que promovam a prevenção deste mal social.

A priori, pode-se inferir que a falta de informação da sociedade a torna despreparada para identificar ou ajudar os jovens com tendências suicidas. Como resultado disso, estes indivíduos não encontram, na maioria das vezes, em casa ou entre os amigos auxílio para lidar com seu estado emocional crítico, e o que de fato acontece é o preconceito ou a desqualificação daquilo que está sentindo na medida em que taxam como frescura. Consequentemente, casos como o informado pelo Portal R7, no qual um menino de 9, após confessar desejar se matar, foi espancado pelos colegas, se tornarão recorrentes enquanto a regra no Brasil for a omissão frente à essa problemática.

Ademais, é preciso investigar as causas que levam o suicídio para combatê-lo de fato. Segundo os dados da OMS(Organização Mundial da Saúde) 90% das pessoas que tiram a própria vida possuem algum transtorno mental, por exemplo, depressão e ansiedade. Desse modo, a escassez de investimento no Brasil para com a saúde mental, denunciado pela ONUBR( Organização da Nações Unidas Do Brasil), contribui para mais suicidas visto que os males que o impulsionam não são identificados.

É preciso, portanto, que a omissão para com o suicídio não seja mais uma realidade no Brasil. Logo, o Ministério da Saúde, deve investir mais em pesquisas que apurem as principais causas que levam alguém a tirar a própria vida, a fim de propagar essas informações na mídia e nas escolas no Setembro Amarelo por meio de palestrantes psicólogos que, além de problematizar o suicídio, afirmem que a ajuda profissional pode mudar o quadro depressivo, evitando, assim, esse mal na sociedade.