Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 14/10/2018

O suicídio vem sido relatado desde os primórdios da humanidade, sendo ora condenado, ora tolerado. Na Grécia antiga, por exemplo, um indivíduo não podia se matar sem prévio consenso da comunidade, por ser um atentado contra a estrutura da sociedade. Em Roma, o suicídio era legitimado apenas para níveis sociais mais elevados. Na Idade Média, o suicídio foi condenado pela Igreja e pelo Estado. Já no Brasil, atualmente, tal prática é desaprovada. Não obstante, o suicídio é encarado por muitos jovens brasileiros como a solução de seus problemas, ameaçando seus direitos assegurados constitucionalmente, tornando-se imprescindíveis mudanças para reverter a problemática.

Mormente, é indubitável que o suicídio diverge com o exercício da cidadania. Consoante a Constituição Federal de 1988, é assegurado a todos brasileiros e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida. Destarte, partindo desse pressuposto, conclui-se que malgrado os jovens terem o direito à vida assegurado constitucionalmente, são tolhidos de exercê-los em função ao suicídio, haja vista que ao retirarem a própria vida estão ferindo um princípio fundamental da constituição, impedindo-lhes, por conseguinte, o exercício à cidadania.

Conquanto, a problemática está distante de chegar a um desdobramento final. Durante a segunda fase do Romantismo brasileiro, muitas obras são caracterizadas pela busca da morte como solução para os problemas existenciais. Logo, de maneira analógica, nota-se que, atualmente, na sociedade brasileira, a morte também é encarada por alguns jovens como a solução para os problemas enfrentados. Isto posto, aqueles que encontram-se em um estado depressivo, sem esperança, e se martirizando com as angústias e as decepções, encontram na morte a única saída para a dor e o sofrimento, fazendo-se necessário a criação de políticas públicas mais palpáveis para atender esses jovens e apresenta-los soluções alternativas para o problema.

Fica claro, portanto, que o suicídio é considerado por alguns jovens como a melhor solução para os problemas enfrentados. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação investir em atividades extracurriculares nas escolas, por meio de debates e palestras bimestralmente, ministrados por professores e psicólogos, engajados na desconstrução da ideia de que o suicídio é a solução - mediante a uma abordagem voltada à dignidade da pessoa humana, bem como, outrossim, no tocante às consequências desse ato no arranjo social, e, concomitantemente, apresentando soluções alternativas para os problemas enfrentados. Assim sendo, a problemática poderá ser resolvida de curto a médio prazo, de maneira efetiva, e o suicídio será lembrado apenas como um problema de outrora que foi devidamente combatido.