Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 20/10/2018
Igualmente à segunda geração modernista, protagonizada por Álvares de Azevedo, a qual coloca o suicídio como uma saída positiva da realidade, o cenário brasileiro apresenta-se em consonância a esse fator. Dessa forma, colocando os jovens como enfoque, graças aos maiores números de casos, torna-se necessário buscar entender os adolescentes com problemas, mostrando um caminho correto, e acabar com a necessidade de padronização social imposta pela sociedade.
Em primeiro plano, nota-se que a falta de compreensão a jovens com sintomas de doenças mentais ou com ideias suicidas é um fator crucial para a ocorrência de suicídios. Exemplo disso, tem-se na série 13 porquês, em que Hannah Baker, após problemas sociais e criminais, conversa com o psicólogo da escola. Apesar de citar diversas vezes que não vê motivos para viver, Hannah não recebe nenhum apoio por parte do profissional, resultando de forma indireta e tragicamente, no seu suicídio. Logo, vê-se que a minimização por parte da sociedade acerca dos jovens em relação à transtornos mentais, dificulta a busca por tratamentos adequados, que vêm como única solução a retirada da vida.
Em segundo plano, percebe-se que a necessidade de se encaixar socialmente em um padrão difícil de ser alcançado, auxilia no aumento de frustrações e doenças como depressão, facilitando a ocorrência de suicídios. Exemplificado na fala de Émile Durkheim, sociólogo francês," as vezes o suicida responsabiliza as pessoas a sua volta, assim, sua morte vale como um castigo para os que o cercam, como uma vingança pelos padrões impostos", provando que o “molde utópico” desenvolvido é um pilar de suporte para a questão do suicídio.
Portanto, para prevenir o suicídio, medidas urgentes tornam-se necessárias. Para tal, é preciso que a OMS, junto às escolas, promova o treinamento de profissionais de educação, através de simpósios e aulas práticas com profissionais renomados, utilizando obras literárias que retratem o suicídio, como o livro “Os sofrimentos do jovem Werner”, promovendo a reflexão e o alerta frente a esse problema. Além disso, os responsáveis devem ser mais atentos aos comportamentos dos filhos em casa e na internet, promovendo o diálogo frequente o zelo. Somado a essas ações, cabe a mídia usufruir de seu poder persuasivo para campanhas mostrando que a ideia de um padrão social é um erro.