Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/11/2018

Durante a segunda fase do Romantismo Brasileiro, os jovens escritores tinham como forte característica a evasão da realidade, buscando fins trágicos para aliviar a dor que sentiam, valorizavam a morte e o suicídio como alívio para alma. Esses autores costumavam ser muito jovens e, devido à boêmia, apresentavam doenças como a cirrose e a tuberculose; a maioria deles nunca conhecia verdadeiramente o amor ou tinha relações sexuais. Hodiernamente, percebe-se que os jovens vivem um difícil processo de amadurecimento, por isso estar atento às psicopatologias e conter a pressão feita sobre eles por parte da sociedade são os principais caminhos para combater o suicídio entre essa parte da população.

Em primeira análise, é relevante ressaltar o crescimento da incidência de doenças mentais, dado do Ministério da saúde atestam que  9 em cada 10 casos aconteçam com pessoas com algum tipo de transtorno psicológico. O sociólogo Zygmunt Bauman, dizia que a sociedade moderna sofre com a liquidez em seus elos afetivos e que isso é uma consequência do Mundo Líquido; consoante ao autor, percebe-se que o crescimento nos índices de suicídio (cerca de 10% entre 2002 e 2014) precisam de uma atenção especial por parte das autoridades. Por isso é importante debater sobre essas doenças (como a depressão) e valorizar campanhas como a  do “Setembro Amarelo”, visando manter a população atente a esse problema.

Por conseguinte, a faixa etária de 14 à 25 anos é marcada por grandes decisões e importantes momentos da vida de uma pessoa; nesse período ocorre o vestibular, a inclusão no mercado de trabalho e outras situações que exigem o amadurecimento e muitas vezes, a pressão feitas pelos adultos pode ser insuportável. Com a Revolução Industrial, a sociedade sofreu muitas alterações e o mercado de trabalho passou a exigir cada vez mais do jovem, com isso a sensação de fracasso começa a “pesar” muito mais; as crianças são sempre preparadas para se destacar e conseguir um emprego que pague muito bem, quando o jovem percebe que não conseguiu atingir os objetivos que lhe foram impostos ou que essas conquistas não trouxeram a felicidade, acabam se sentindo frustrados e desistem de continuar tentando.

Levando-se em consideração esses aspectos, faz-se necessário que o Ministério da Saúde realize um projeto de conscientização nas escolas e universidades. Essa iniciativa concretizar-se–á através de uma campanha publicitária (nas redes sociais e na mídia) e de seminários com psicólogos e psiquiatras, tendo em vista mostrar que esses jovens não estão sozinhos e que há outra solução para aliviar essa dor. Dessa forma, será possível prevenir o suicídio entre a população jovem no Brasil.