Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/10/2018
Promulgada pela Organização das Nações Unidas(ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Nesse sentido, não há dúvidas de que a prevenção do suicídio de jovens seja de extrema necessidade. No entanto, a problemática acerca do suicídio tem se tornado evidente Brasil, o qual ocorre, infelizmente, devido não só à reduzida busca por ajuda psicológica, mas também por problemas sociais, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.
Deve-se pontuar, de início, que o suicídio tem crescido no Brasil. Isso pode ser observado segundo os dados do Ministério da saúde, os quais mostram que, entre 1980 a 2014, houve um crescimento de 27,2% na taxa de autocídio por jovens. Nesse âmbito, tal dado revela uma infeliz realidade brasileira: os jovens dificilmente buscam por ajuda psicológica profissional. Como consequência disso, eles ficam à merce de doenças, como a depressão, por exemplo, a qual é a principal impulsionadora dos pensamentos suicidas e afeta milhares de brasileiros, sobretudo, a população de 15 a 29 anos.
Além disso, vale ressaltar que o meio social em que o jovem está inserido é um fator preponderante. A respeito disso, várias causas sociais levam os cidadãos dessa idade a tirarem suas vidas, uma delas pode ser uma frustração pessoal por não ter obtido êxito em uma prova, somado a uma pressão da sociedade, fato evidenciado pelo autocídio de um estudante no estado do Pará, após ter sido reprovado no vestibular. Cita-se, também, os casos que envolvem as minorias, como o público LGBT, por exemplo, os quais, muitas vezes, sofrem discriminações por parte da sociedade, afetando o seu psicológico e podendo levar a consequências irreversíveis.
Portanto, indubitavelmente, caminhos precisam ser seguidos para para a resolução desse problemas. Cabe ao Estado incentivar os jovens a procurarem ajuda psicológica, por intermédio de campanhas nas redes sociais, local onde os jovens passam grande parte do seu tempo, que mostrem os benefícios e a importância desse ato para a saúde mental, além de disponibilizarem ajuda pública gratuita com profissionais qualificados, os quais estarão disponíveis para atender a população com menos poder aquisitivo. Outrossim, cabe à sociedade combater os danos psicológicos que ela, por ventura, causa aos jovens, por meio do respeito a grupos minoritários, por exemplo, aceitando-os como pessoas, e não como indivíduos estranhos, além de oferecer apoio emocional àqueles que não obtiverem êxito em uma jornada pessoal, conversando e ouvindo essas pessoas.