Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/10/2018
O suicídio entre jovens tem crescido em todo o mundo, embora ainda seja pouco discutido. No Brasil, a taxa de jovens que tentou se matar cresceu 60% desde 1980, de acordo com o Mapa da Violência. Isso acontece devido a diversos fatores socioculturais, em especial o bullying e o modo de vida contemporâneo.
Segundo a Psicologia do Desenvolvimento, o adolescente é facilmente influenciado pela opinião de outrem e, nessa tentativa de se encaixar, passa a agir de forma inconstante. Esse fato é agravado com a ocorrência do bullying, que é sofrido por 17,5% dos sujeitos em idade escolar, como mostra o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Em consonância a essa estatística, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a morte autoprovocada é a segunda fatalidade que mais acomete pessoas na faixa etária dos 15 aos 29 anos. Desse modo, é necessário buscar meios de dirimir a problemática.
Junto a isso, a rotina agitada dos tempos modernos culminam em certo ostracismo social e na perda de vínculos com a família e os amigos, essenciais na manutenção do bem estar, o que pode acentuar o sentimento de tristeza do suicida. Esse distanciamento das relações e suas consequências são ilustrados pelo sociólogo Zygmunt Bauman na teoria da modernidade líquida, em que “as relações escorrem pelo vão dos dedos”. Logo, é preciso solucionar essa questão.
Compreende-se, portanto, que o suicídio está em evidência no Brasil. Cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, identificar os fatores de risco e abrandá-los, por meio da inserção de psicólogos no ambiente escolar a fim de ajudar o adolescente a lidar com suas emoções. Ademais, é papel da mídia conscientizar a sociedade através de campanhas publicitárias que explicitem a importância do cuidado com a saúde mental, para que a comunidade esteja preparada para prevenir o suicídio.