Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/10/2018

Na mitologia grega, Atlas foi condenado por Zeus a sustentar o mundo nos ombros. Diante da atual conjuntura, esse mito assemelha-se as dificuldades cotidianas que pesam sobre a vida dos jovens brasileiros. Nesse contexto, observa-se que a problemática na busca de caminhos para prevenção do suicídio ocorre, infelizmente,  devido  à cobrança de um futuro promissor imposto pela população, colaborando para uma juventude com doenças psicológicas e tendências suicidas.

A cobrança pelo futuro contribui para o aumento do suicídio . Esse fato se estabelece porque há severas imposições feitas pela sociedade na fase da adolescência. Pode-se destacar, indubitavelmente,  a exigência das escolas e família nas escolhas da carreira, acarretando no adolescente anseio e depressão por não corresponder as expectativas. Conclui-se que esses jovens estão mais vulneráveis a cometer suicídio, partindo do pressuposto, que a estimativa de indivíduos que tomam essa iniciativa, somente 10% não possuem transtorno psicológicos, segundo fontes do Estadão.

Ademais, um grupo de colégios paulistas, divulgaram dados comprovando que os casos de suicídio entre estudantes do ensino médio teve um salto de 40% nos últimos 5 anos. Outro ponto relevante, nessa temática, é a Coreia do Sul, que possui um sistema educacional e cultural altamente rigoroso, e é o terceiro país com maior taxa de autocídio no mundo.  Em vista disso, é evidente como a pressão socioeducacional corrobora para dificuldade da precaução do suicídio entre os jovens.

Portanto, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário.É fundamental, a criação de oficinas educativas nas escolas, pelo Ministério da Educação, visando à elucidação das massas sobre transtornos psicológicos, por meio de palestras de psicólogos que orientem as famílias e os institutos de educação a tornar essa fase da juventude menos opressora. A partir dessa ação, espera-se que o caminho para prevenção do suicídio seja que a sociedade deixa de enxergar o jovem como o Atlas.