Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/10/2018
Adolf Hitler, uma das figuras mais emblemáticas da política internacional, cometeu suicídio após perder a Segunda Guerra Mundial. Além dele, outras grandes mentes, ao longo da história, praticaram mesmo ato colocando um ponto final em suas vidas. Frustrações, sofrimento excessivo, pensamentos negativos e uma angustia insuportável, levam o indivíduo a acreditar que não há mais saída para seus problemas. Entretanto, no Brasil, um cenário alarmante, envolvendo aumento na incidência de suicídios, na faixa etária de 15 a 29 anos, está preocupando a sociedade. Esse resultado é oriundo de distúrbios psíquicos devido às exigências excessivas e à falta de tratamento adequado.
Geralmente, começa, ainda na infância, uma cobrança, por parte dos pais, sobre os filhos, exige-se bom desempenho escolar, como esportivo e humano. No mesmo sentido, desenvolve-se, pelo próprio indivíduo e com uma ajuda da sociedade, a auto cobrança, que avalia padrões de beleza e de classe social. Tais fatores, na maioria das vezes, são impostos pela internet, pois, o adolescente se baseia no mundo virtual, onde passa boa parte do tempo e, para ele, todos são perfeitos, como o modelo da felicidade. Aliás, de acordo com reportagem divulgada pelo portal do G1, 80% dos jovens, com idade entre 12 e 20 anos, se deixam influenciar pelas redes sociais, podendo ser esse o principal gatilho para problemas psicológicos.
Por conseguinte, o preconceito social por psiquiatras e psicólogos é um desafio a ser superado. Assim, devido à uma questão cultural, que classifica como louco quem frequenta esses profissionais, muitos não aceitam o tratamento. Por sua vez, os pais, também, pecam em não admitir que o filho precise de ajuda, às vezes, omitem a situação que está desenhada frente a eles. Inclusive, conforme dados do Ministério da Saúde, 70% da população, que necessita de auxílio emocional, se nega a fazê-lo por preconceito com essa área da saúde. Dessa maneira, uma questão possível de resolução, por ignorância, pode se transformar em tragédia.
Logo, nota-se que, por falta de informação, jovens estão pagando com a própria vida pelo fim dos seus sofrimentos e isso é uma questão de saúde pública, uma vez que a depressão é considerada uma doença. Por tanto, é preciso que o Ministério da Saúde intervenha de forma efetiva, conscientizando a sociedade que o cérebro, assim como os outros órgãos, adoece. Para isso, deve promover palestras com especialistas em escolas, parques, empresas privadas e públicas, como, também, campanhas midiáticas, a fim de levar informação para todos, desmascarando os mitos impostos pela população e amparando os que precisam de ajuda. Afinal, como disse Nelson Mandela, a informação é o principal motor para o desenvolvimento.