Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/10/2018

Segundo o poeta simbolista paraibano Augusto dos Anjos, “tudo fatalmente se arrasta para a podridão e para a decomposição, para o mal e para o nada”. Tal discurso angustiante do autor relaciona-se com os casos de suicídio entre os jovens brasileiros. De certa forma, o amargor dos jovens se deve pela Condição Humana filosófica e à negligência do Estado e da sociedade. Desse modo, mostra-se necessário a tomada de medidas que solucionem tal caso.

O primeiro ponto a ser analisado é Condição Humana. Tal questão é um dos pontos mais estudados pela filosofia. Desde Sócrates a Maurice Blondel, a filosofia busca entender o sentido da vida humana, chegando a conclusão de que, segundo a filosofa estadunidense Hanna Arendt, “a condição humana é trágica, e sua existência é um drama”. Logo, evidencia-se que o ser humano está fadado ao nada, comprovando a insignificância do homem. Assim, por conta da globalização e do fácil acesso pelos meios comunicativos, os jovens atuais adotam tais conceitos filosóficos, idealizando a insignificância da vida. Comprova-se tal fato através de levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde, evidenciando que houve um certo aumento nos casos de autocídio  entre 1980 e 2000, período marcado pelo desenvolvimento tecnológico comunicativo. Desse jeito nota-se a relação filosófica com o suicídio.

O segundo ponto a ser analisado é a negligência governamental e social. De acordo com reportagens do jornal “O Globo”, apenas 10% das escolas do Brasil dão acompanhamento psicológico aos alunos, e somente 20% dos pais acompanham a vida emocional dos filhos. Desse modo, o desenvolvimento dos ideias suicidas acabam se intensificando, devido à solidão e falta de acompanhamento. O apoio do Governo e da sociedade é de suma importância ao combate desses casos, visto que, segundo a OMS, 70% dos casos de autocídio são fruto da solidão. Assim, evidencia-se a necessidade de soluções.

Logo, para solucionar tal problema, o Governo Federal, junto ao MEC, deve intensificar os investimentos nas escolas, a fim de combater o suicídio. Tal medida pode ser feita através da contratação de psicólogos e psiquiatras que sempre estejam disponíveis nas escolas, assim, dando o devido acompanhamento aos alunos, evitando confusões mentais e, consequentemente, a morte desses jovens. Outra medida seria feita por meio da conscientização das família e sociedade brasileiras, por meio de intervenções do Ministério da Saúde e da OMS. Tal ação pode ser realizada através de visitas domiciliares de psicólogos e psiquiatras, com o intuito de esclarecer as dúvidas sobre o suicídio, e como evitá-lo. Desta forma, tanto os pais como toda a sociedade teriam o conhecimento necessário para tomar uma devida atitude de prevenção do autocídio juvenil, consequentemente, reduzindo os casos registrados desse problema