Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 20/10/2018
Ordem e Progresso
A constituição de 1988, assegura a todos os indivíduos o direito à vida e o bem - estar social. No entanto, em contraste com tais direitos, verifica-se, no Brasil, o aumento significativo da taxa de suicídios, sobretudo entre jovens, nos últimos anos, o que gera, de fato, impactos negativos no ordenamento da vida em sociedade. Desse modo, é indubitável atenuar essa problemática em questão.
Deve-se pontuar, de início, que o modo de vida moderno é um dos fatores impulsionadores do suicídio entre os jovens. Nessa perspectiva, segundo o sociólogo Émile Durkheim, uma sociedade em que as normas sociais e morais são pouco esclarecidas e diluídas, o descontentamento espalha-se e produz um estado de anomia social - falta de clareza e desorientação pessoal-. Analogamente, tal fenômeno é muito comum entre adolescentes, nesse sentido, percebe-se que a pressão social exercida pela própria sociedade, materializado nesse caos da vida urbana, o indivíduo tende a não suporta-la, a ponto de suicidar-se.
Outrossim, vale ressaltar o papel fundamental da família nesse contexto. Segundo o filósofo Talcott Parsons, para manter o funcionalismo estrutural, ou seja, o bom ordenamento da vida em sociedade, o papel da família é imprescindível na assistência emocional aos membros do ambiente familiar. Nesse preâmbulo, infere-se que o jovem acompanhado de uma boa instrução familiar, é de grande relevância para gerar benefícios para a saúde mental desse indivíduo e prevenir o suicídio.
Entende-se, portanto, que a prevenção de suicídio é uma responsabilidade coletiva e deve ser liderada pelo Governo e pela sociedade civil. Para isso, cabe ao Estado, oportunizar tratamentos psicológicos para a população, por meio de profissionais e assistência primária e saúde mental, com alocação ampliada e continua de recursos destinados a saúde pública, a fim de garantir os serviços de tratamento para a sociedade e controlar as taxas de suicídio entre jovens. Além disso, cabe a família orientar e enfrentar fatores de risco relacionados a tentativa de suicídio, por intermédio de diálogos e debates específicos sobre o assunto e reduzindo o acesso a meios de suicídio, como venenos, facas, lugares altos etc, com a finalidade de assegurar o direito à vida e o bem-estar social afirmados pela constituição cidadã. Com essas medidas, a ordem social e o progresso,acerca desse debate, será alcançado no Brasil.