Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/10/2018

Desde 1994, quando o estudante americano Mike Emme, aos 17 anos, tirou sua própria vida,os pais, preocupados com a influência social que o fato poderia ter, iniciaram uma campanha denominada “Fita Amarela”, a fim de prevenirem que casos semelhantes ocorressem. Diante disso, em 2015, o Brasil consolidou a campanha “Setembro Amarelo”, com o mês destinado às medidas preventivas de suicídio e a adoção dessa cor em homenagem ao carro que o jovem estadunidense cometeu o ato. Entretanto, a proliferação desses métodos profiláticos se tornaram insuficientes frente à globalização do país, que, atualmente, condiciona  a saúde mental da população à vida conturbada.Urge,portanto, ao Estado e à sociedade  o debate relativo à disposição cognitiva, bem como suas relações com a modernidade e a juventude, a fim de haja o estancamento dos índices de autocídio no país.

Sobre esse viés, consolida-se o pensamento do escritor Jack Bosmans acerca de a globalização encurtar distâncias métricas, mas aumentar as afetivas,à medida que a obsoleta interação física existente no Brasil, por ocasião da grande interação virtual, sobretudo entre os jovens, causa transtornos mentais, como ansiedade e depressão. Além disso,o surgimento dessas doenças cognitivas, pode ser explicado pelo príncipe nepalês Sidarta Gautama (Buda) quando são citadas a  depressão como excesso de pensamentos relacionados ao passado, e a ansiedade, ao futuro, fatos que, por consequência, levam o indivíduo ao autoextermínio,mais notório na adolescência, fase de autoafirmação e desenvolvimento mental.

Convém ressaltar, também, as ideias da escritora François Héritier no que cerne à intolerância - que é gerada pelo individualismo, necessidade de ascensão social e crises sociopolíticas - como forma de ofender e excluir determinados seres humanos. Essa realidade é evidente, no país, através da dificuldade de planejamento financeiro enfrentado pelas famílias e, por consequência, o aumento dos índices das ofensas virtuais extremistas entre os jovens, que se vêem sem solução para as dificuldades econômicas e ideológicas. Por consequência disso,transtornos mentais são, inconscientemente, ocasionados e, muitas vezes, levam, estes, a tirar a própria vida.

Fica evidente, portanto, a invisibilidade do autocídio frente ao Brasil jovem e moderno. Cabe, respectivamente, ao Ministério da Saúde a abertura de grandes quantidades de canais virtuais de comunicação com psicólogos, bem como a divulgação em massa destes, através de campanhas televisivas, a fim de que, nos momentos de impulsividade, os adolescentes tenham respaldo mental; e ao Ministério da Educação a abertura de concursos à psiquiatras escolares, a fim de que conversem sobre as soluções aos problemas dos jovens. Assim, o Brasil garantirá a unidade e o direito à saúde.