Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 21/10/2018
E. Durkheim foi um sociólogo que caracterizou o suicídio em 3 vertentes: Amônico, Egoísta e Altruísta. Destes, 2 são, para ele, resultado de como o indivíduo se relaciona com a sociedade. Essa condição, apesar de acometer a vida de alguém de forma individual, está intrinsecamente ligada a como o indivíduo se relaciona no ambiente em que vive.
Antes de tudo, é importante saber que o suicídio é a 2ª maior causa de morte no mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Para incentivar o combate a essa estatística, movimentos são criados por voluntários, como o ‘‘Setembro Amarelo’’ que acontece no Brasil e é direcionado a pessoas com fragilidade emocional.
Além do movimento nacional que auxilia a prevenção, a cinematografia repercutiu a história de uma jovem que se suicidou, em ‘‘Os 13 Por quês’’. Ranna era a personagem e, no Brasil a vida tem imitado a arte, com o país ocupando a 4ª posição das causas de morte, de acordo com o Ministério da Saúde.
Com isso em voga, relembramos o ocorrido em Realengo, RJ, onde um ex-aluno atirou em crianças na sala de aula e em seguida se matou, sendo o ataque motivado por bullying. Isso indica que as escolas precisam de maior suporte para combate à praticas que inferiorizam alunos, os deixando psicologicamente doentes e sujeitos à praticas nocivas.
Reafirmam-se, portanto, as declarações do filósofo das décadas passadas: ‘‘quanto mais incluso em sociedade, menores chances de cometer suicídio’’. Dessa forma, cabe as escolas, junto com o Ministério de Educação e Saúde, incentivar o convívio de forma pacífica entre os alunos, promovendo atividades que os façam interagir e, além disso, invistam em atendimento psicológico nas Escolas, para que todos estejam imunizados psicologicamente e as estatísticas sejam diminuídas.