Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/10/2018

Na literatura, a escola do Romantismo, já demonstrava em algumas de suas obras, a exemplo Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, a morte como opção de alívio para o sofrimento amoroso. Por sua vez, há momentos em que o real imita a arte de uma forma distorcida, logo, nos dias atuais, muitos brasileiros ceifam suas vidas em virtude dos mais variados motivos, e geram um grave problema a ser discutido.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2017 o suicídio foi considerado a quarta maior causa de óbito entre pessoas de 15 a 29 anos. Trata-se de um alarmante índice, pois, leva a reflexão dos inúmeros fatores de risco aos quais os jovens estão expostos: drogas, bullying, questões de aceitação. Alguns relatos difundidos na mídia, para ilustrar o caso do “jogo” Baleia Azul, demonstram a necessidade de debate aberto sobre o tema dentro do ambiente familiar e social.

Ademais, a Modernidade Líquida, dita por Zygmunt Bauman, explica a superficialidade nas relações, embora, as redes sociais estejam difundidas, as pessoas tendem ao isolamento, relacionando-se de maneira cada vez mais frágil. Essa ausência de apoio emocional leva muitos jovens a decidir pelo suicídio como forma de amenizar a dor e o sofrimento interno por não enxergarem uma saída plausível para qualquer problema enfrentado, até mesmo pela percepção de invisibilidade.

Dessa maneira é necessário amenizar essa realidade. O Estado junto às unidades de saúde devem capacitar mais profissionais: médicos, psicólogos, assistentes sociais, através de cursos enfatizados em saúde mental, a fim de oferecer melhor atendimento na rede pública para trabalhar na prevenção de novos casos. Além disso, o Ministério da Saúde apoiado pela mídia necessitam ampliar a divulgação do Centro de Valorização da Vida (CVV), como serviço atuante em todo país, cujo objetivo é ofertar apoio emocional a quem precisa, convidando também a adesão de novos voluntários, para enfim, o suicídio ser apenas uma página nos livros do ultrarromantismo do século XIX.