Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/10/2018

Para entender o Futuro, é preciso ver o Passado.

Na era medieval, a Assembleia de clérigos utilizou a expressão “pecado nefando” para designar um ato totalmente indigno de ser nomeado ou falado em público, e principalmente por ser um pecado imperdoável para Deus. Do mesmo modo, atualmente, o suicídio passou a ser visto de forma a qual a sociedade não se  excita a debater entre eles, principalmente com os jovens. Por consequência, criando um esteriótipo que o suicídio é algo distante para a grande maioria ou até mesmo uma besteira.

Em primeiro plano, evidencie-se que, a maneira que passam para os jovens sobre a depressão e seus sintomas e o seu possível seguimento futuro , o suicídio, é axiomático o enorme número de suicídios entre os jovens, segundo dados da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) e do Ministério da Saúde, no Brasil,  a taxa de suicídio na juventude vem crescendo 10% desde 2002. Portanto, revelando assim, a falta de apoio entre os colégios e as famílias, que acabam  tornando isto um “tabu”, sendo muitas vezes evitado e até mesmo “invisível” para os pais e aqueles que estão mais propensos a se tornarem as  vitimas deles mesmos, os jovens.

Todavia, cabe salientar que o bullying, abusos sexuais, vicio em drogas e entre outros, também são fatores determinantes para o  aumento de suicídios entre os jovens. Na série americana, " 13 Reasons Why", relata a vida de Hannah, uma estudante, que vive uma sucessão de erros, dentro e fora do colégio, causados pelas pessoas que estavam em sua volta, a  levando-o até o  seu suicídio. Com isso, as escolas podem se tornar um cenário favorável para pensamentos suicidas, sobre tudo quando estas não se relacionam e não buscam o dever de protegerem e auxiliarem os seus alunos além da acadêmica, mas acima de tudo, se aceitando e os encaixando-os na sociedade conforme suas habilidade e gostos individuais.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que sejam tomadas ações para resolver o impasse. Em princípio, é de suma importância que o Ministério da Saúde junto com as Organizações Não-Governamentais, invistam mais em programas psicológicos e de inclusão para evitar erros tardios, não apenas aos sobreviventes destes, por meio de parcerias com as escolas e pais, proporcionando palestras e auxílios de profissionais, podendo assim protege-los  de qualquer pensamento ou influência suicida. E por fim, é dever das escolas e dos pais  buscarem dialogarem com seus alunos e filhos, afim de entender seus  problemas e dificuldades, mas acima de tudo, erradicar a ideia obsoleta de um “pecado nefando” ou de apenas um “tabu” que não possa ser conversado sobre, sendo algo esquecido pela sociedade,  assim como dita o Confúcio, filósofo chines, “Se queres prever o Futuro, estuda o passado”.