Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/10/2018
O sociólogo francês, Émile Durkheim, abordou o tema suicídio como um ato não individual, mas sim resultante de ações coletivas de caráter social. Em consoante com esse pensamento, evidencia-se a dificuldade dos jovens em lidar com fatores socioculturais - como bullying, falta de perspectiva para o futuro e inadequação aos padrões impostos - que embaralhados culminam no isolamento e uma possível manifestação exagerada contra si mesmos.
Em primeiro lugar, os adolescentes vivem um momento em que tudo é muito intenso e a impulsividade parece tomar conta. Sob esse viés, episódios de bullying nas escolas, podem favorecer o cenário do comportamento suicida, afinal, na tentativa de encaixar-se, o adolescente não reconhece sua identidade e seu papel no mundo, acreditando ter uma única escapatória: a morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a quarta maior causa de morte entre os jovens.
Além disso, muitos são acometidos pela depressão, tendo seus mediadores químicos envolvidos na condução de estímulos afetados. Com isso, perde-se o interesse por atividades do dia a dia, há um maior isolamento social e queda drástica da auto estima, que muitas vezes é banalizada pelos familiares, deixando esses adolescentes sem o suporte psicológico necessário.
Fica evidente, portanto, que o suicídio entre os jovens é uma questão de saúde pública e merece atenção por parte do Estado. Para tal, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, promover eventos com psicólogos, que irão enfatizar a importância do diálogo e oferecerão disponibilidade para consultar aqueles que acreditam precisar de ajuda. Ademais, cabe aos familiares observarem o comportamento desses adolescentes e certificar que os mesmos estão em plenitude com sua saúde mental. Dessa forma, caminharemos para um futuro com dados menos alarmantes entre os jovens brasileiros.