Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/10/2018

De acordo com Albert Einstein, físico alemão, é mais fácil alterar as propriedades plutônicas — elemento químico radioativo — do que transformar uma nação em constantes conflagrações. Diante disso, em analogia à afirmação de Einstein, o alto índice de suicídio cometidos pelo público juvenil caracteriza um grave problema frente à ética brasileira, figurando a imprescindibilidade de intervenções que considerem aspectos sociais e políticos.

É indubitável que o declínio socioeducacional esteja entre os fatores desse dilema. Em virtude disso, a escassez de debates relacionados ao suicídio nas escolas propicia a resistência desse revés. Segundo Aristóteles, a constância entre a ordem e a justiça constitui os pilares da sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, o receio em abordar tal assunto rompe com esse equilíbrio, haja vista que, muitos supõem que estarão encorajando o indivíduo a cometer a autodestruição. Nessa perspectiva, uma mudança no sistema didático é elementar à atenuação da taxa de óbito entre jovens.      Por conseguinte, a organização política coadjuva com o problema de modo que, mesmo o suicídio ser considerado uma questão de saúde pública, há falta de suportes para tratamentos psicológicos. Nesse contexto, de maneira correlata ao sociólogo Durkheim, o desfecho configura-se uma violação do “fato social”, uma vez que a Administração Federativa não cumpre sua função de garantir auxílio a população, revelando os reflexos de uma sociedade com impasses ignorantes ao Estado.

O panorama geral que contribui o aumento de suicídios, portanto, reflete a necessidade de implementações de medidas. Em suma, faz-se necessária a atuação do Ministério da Educação juntamente com os poderes legislativo e executivo, na criação de campanhas e palestras no âmbito escolar, a fim de instruir os discentes. Outra iniciativa plausível, primordialmente, é o aumento do subsídio por meio do Ministério Público, tornando acessível os tratamentos psicológicos a pessoas de baixa renda. Dessa forma, poder-se-á alcançar a transformação que Albert Einstein não pudesse conjecturar.