Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/10/2018

Após as Revoluções industriais no século XVIII, a pressão social imposta sobre o indivíduo aumentou devido a consolidação do capitalismo, gerando como subproduto a depressão e o suicídio. Contemporaneamente, essa situação é refletida nos jovens brasileiros, visto que a população enxerga com indiferença o suicídio e os fatores que ocasionam tal ato. Além disso, é válido ressaltar que o Estado não promove políticas para contornar essa situação. Neste sentido, cabe debater o papel da sociedade e do Estado acerca deste assunto.

Em primeira análise, pode-se observar que o bullying promovido pela sociedade sobre o jovem desde o período escolar, é um dos fatores que impulsionam o suicídio, visto que afeta diretamente a saúde mental. Lamentavelmente, essas brincadeiras de mau-gosto são vistas como forma de preparar o adolescente para a vida, pois são consideradas inocentes e educativas pelo meio social, inclusive pela família. Desta forma, o indivíduo não consegue apoio e consequentemente se isola e desenvolve depressão e pensamentos suicidas. Essa falta de conscientização acerca da saúde mental tem gerado como consequência o aumento no número de suicídios, conforme pesquisa publicada pelo jornal “O Globo” que revela que 18% dos indivíduos que sofrem bullying optam por tirar a própria vida. Desse modo, é preciso propagar um pensamento coletivo afim de buscar auxiliar essas pessoas.

Em segunda análise, pode-se perceber que mesmo que a constituição de 1988 garanta direito a moradia, a igualdade e a saúde, o Estado ainda se mostra ineficaz em garantir a saúde mental da população. Este descaso governamental é evidente na falta de programas que auxiliam estes indivíduos, consequentemente gerando um aumento no número de suicídios. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve ser a instituição fundamental para garantir o bem de uma nação. Todavia, é notório que a falta de atitudes que promovam a garantia do bem estar da sociedade continuará facilitando a ocorrência do suicídio entre os jovens. Certamente, tragédias como a que ocorreu na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em 2011, onde uma estudante se jogou do ultimo andar continuarão sendo frequentes, enquanto atitudes não forem tomadas. Neste sentido, urge a necessidade uma solução para este problema.

Urge, portanto, a necessidade de projetos sancionados pelo senado que promovam o acompanhamento psicológico para esses jovens através do Sistema único de Saúde (SUS), afim de evitar que mais suicídios ocorram entre os jovens. Além disso, é necessário que haja a promoção de palestras promovidas pela mídia nas escolas para conscientizar a população sobre os riscos do Bullying, gerando desse modo uma diminuição gradual na ocorrência dessas tragédias.