Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/10/2018
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à vida e ao bem-estar social. Entretanto, no Brasil, percebe-se que o aumento desenfreado de suicídios entre os jovens apresenta-se como preocupante a qual tem se tornado um desafio a ser enfrentado pelas autoridades em busca de outros meios de prevenção. Nesse sentido, convém analisar as principais raízes históricas dessa problemática na sociedade.
Primeiramente, é importante enfatizar a relevância da ausência da assistência familiar como um dos fatores para o agravamento do impasse. De acordo com uma pesquisa divulgada no Jornal Folha de São Paulo, a qual revela a cada cem jovens um está sujeito ao suicídio, visto que os pais, principalmente, vivem ocupados com as tarefas do trabalho sem acompanhar a situação dos filhos e, consequentemente, ficam propensos a jogos mortais, como o da Baleia Azul. Sob esse aspecto, é inadmissível o alarmante número de adolescentes que são prejudicados pela falta de apoio parental, enquanto poderiam auxiliar no desenvolvimento do país.
Além disso, é fundamental ressaltar a exclusão social como impulsionador do problema. Isso ocorre em razão da grande parcela dos jovens em não aceitar, infelizmente, a inserção de um em grupo por questões de diferenças físicas ou sociais, uma vez que favorece o “bullying” a qual resulta no isolamento pessoal que, muitas vezes, propicia para o desenvolvimento de doenças, como depressão que está ligada diretamente ao aumento do suicídios. A esse respeito, é intolerável que um país signatário dos Direitos Humanos ainda possua esse tipo de descaso com as vitimas do suicídio.
Torna-se evidente, portanto, a efetivação de medidas para a resolução da questão social do suicídio. Nesse víeis, o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve promover treinamentos para capacitação dos profissionais para identificar tendências depressivas nos jovens, por meio de políticas educacionais com auxílio de especialistas na área da saúde, na utilização de obras literárias que retratem o suicídio para promover uma reflexão acerca da problemática. Espera-se, com isso, que os Direitos Humanos sejam assegurados e, assim, haver a diminuição de autodestruição para o país melhor.