Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/10/2018

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à vida e ao bem estar social. Conquanto, a taxa de suicídios entre jovens no Brasil está em uma  lenta crescente desde 1990, que deve ser estudada a fundo para futuramente almejar uma queda no quadro de suicídios, que hoje, é alta. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no bullying que é praticado nas escolas brasileiras. Segundo dados do site Estadão, a taxa de suicídios no Brasil está, ainda em que lenta, mas em uma crescente desde 1990, passando de 4,1 suicídios a cada 100 mil habitantes, para 5,6 na mesma proporção em 2014. Diante do exposto, é de extrema importância que haja uma conscientização para que o indivíduo transtornado não chegue nas escolas e se depare com a rotina ruim, de ameaças, agressões, sejam elas verbais ou físicas, porque nessa rotina de pessimismo, a pessoa não conseguirá suportar tantos problemas e acabará apelando ao último recurso, a morte.

Faz-se mister, ainda, salientar a negligência dos familiares na percepção de tais problemas como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas é a característica da modernidade líquida vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é necessário um olhar altamente cuidadoso dos familiares das pessoas que possuem transtornos, porque quem convive diariamente, consegue identificar mais fácil alguma anomalia no comportamento do indivíduo, após isso, faz-se necessário também a procura de ajuda em qualquer âmbito que a pessoa desejar, seja profissional ou religioso.

Infere-se, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o governo, junto ao MEC, crie programas que visem diminuir o bullying nas escolas, oferecendo oficinas intuitivas e inclusivas, como esportes, pinturas e leituras, atividades como essas podem tirar a atenção dos transtornos e fazer com que as pessoas interajam com outras pessoas, aliviando do stress do cotidiano. Dessa forma, o Brasil poderia utilizar esses caminhos para prevenção dos suicídios entre os jovens brasileiros.