Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 25/10/2018

O mal do século XXI

Desde o começo do século XX, com a crise de 29, os números em relação ao suicídio vem crescendo de forma exponencial em nossa sociedade. De acordo com o ministério da saúde, o suicídio entre jovens é quarta maior causa de morte em nosso país, nesse sentido percebemos se tratar de um grande problema de saúde pública, evidenciando a urgência de alteração deste cenário preocupante.

Em princípio, vale ressaltar que o suicídio é, na maioria das vezes consequência de um quadro depressivo avançado. Sabe-se que a depressão é uma doença que pode ser desencadeada por diversos fatores sociais, como agressões físicas e verbais sofridas por indivíduos que não se encaixem no padrão dito como ‘’normal’’, como os homossexuais, transgêneros e pessoas com deficiência, por exemplo. Com isso, essas pessoas se sentem incompreendidas e isoladas, recorrendo ao suicídio como uma forma de escapar do sofrimento.

Nesse sentido, de maneira análoga ao pensamento do sociólogo francês Émile Durkheim, que afirma que todo e qualquer suicídio tem sua origem em relações sociais, é imprescindível que tratemos como um problema de saúde pública que afeta a todos, não apenas o indivíduo. Segundo dados da OMS, é possível prevenir mais de 90% dos casos, caso a pessoa tenha amparo e apoio de profissionais e familiares. Consequentemente, notamos a importância do acompanhamento da família e amigos na prevenção desse mal que atinge à todos.

Sendo assim, para amenizar a problemática do suicídio em nosso país, o ministério da saúde em parceria com o ministério da educação, deve promover o treinamento de profissionais da educação por meio de cursos gratuitos, com o intuito de identificar tendências depressivas nos jovens nas escolas, incentivar reuniões escolares com os pais e prestar apoio com psicólogos contratados pelo governo, para os alunos identificados como necessitados; por meio das mídias como rádio e televisão, difundir propagandas com campanhas de valorização à vida e o incentivo de procurar ajuda, além de incentivar de modo mais incisivo projetos como o CVV (Centro de Valorização da vida). Fica evidente, portanto, que Durkheim foi coerente em afirmar que se trata de uma problemática que envolve a todos da sociedade. Espera-se, com isso, amenizar de forma concreta as altas taxas desse problema no Brasil.