Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 25/10/2018

A série americana “Os treze porquês” retrata o dia a dia de um grupo de estudantes após um dos grandes problemas da sociedade atual : o suicídio de jovens. Atualmente essa prática vem ganhando cada vez mais espaço em nosso cenário e, por isso, é preciso conhecer suas raízes e analisar o aparato familiar nesse contexto com a finalidade de revertê-lo.

É válido considerar, antes de tudo, o quadro depressivo. Entende-se por depressão a tristeza absoluta, baixa autoestima e desestimulação à vida. Dentre os fatores que impulsionam jovens a esse sentimento está o bullying, dentro das escolas e em meios virtuais, e, as agressões físicas e psicológicas. Segundo dados divulgados pelo O Globo, cerca de 40% dos jovens brasileiros sofrem com depressão na faixa etária de 15 a 24 anos e, quando há ausência do acompanhamento profissional e familiar muitos deles vêem como “solução” a essa dor o suicídio.

Além disso, cabe apontar o papel da família nesse processo. Muitos adolescentes sofrem a falta de atenção vinda por parte dos adultos e, quando são ouvidos, suas queixas são vistas como “frescuras” e o sentimento de desamparo se impulsiona. Em consequência disso vão buscar na internet amparo e com isso pessoas de má índole se aproveitam desse público fragilizado para atraí-los. Prova disso foi jogo online “Baleia Azul”, em que um “amigo curador” anônimo estabelece desafios a serem cumpridos por essa pessoa e o último dele é a retirada da própria vida. Assim, é notório a necessidade de reverter esse quadro, filiado às famílias e escolas.

Fica claro, portanto, que o suicídio precisa ser combatido. Para isso, o Ministério da Educação, juntamente com a OMS e as escolas, devem contratar psiquiatras e psicólogos para acompanhar o dia a dia nas instituições e promover atendimentos e palestras a todo corpo docente, famílias e alunos, mostrando a importância do acompanhamento dos responáveis para com seus filhos, informar a todos os primeiros sintomas de uma depressão e a relevância de se combater o bullying a fim de construir um ambiente acolhedor nos lares, ajudar aqueles que têm esses sintomas e,consequentemente evitar o suicídio. Só assim a série americana poderá ser somente uma ficção e não uma realidade.