Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 27/10/2018
Não restam dúvidas que, a Constituição Federal de 1988 foi um marco na defesa dos direitos e garantias fundamentais, como à vida, à saúde e o bem-estar-social. Todavia, há, no Brasil, uma grave ameaça à essas garantias, trata-se do aumento do número de jovens que se suicidam. A esse fato podem ser atribuídos fatores como, a crescente do número de pessoas que apresentam transtornos psicológicos e o agravamento da crise econômica. Sendo assim, é necessário que o Estado adote políticas públicas eficientes para conter esse avanço.
A priori, como fundamentou Rousseau, filósofo francês, em sua obra o Contrato Social, o homem abre mão de sua liberdade para que haja uma proteção do Estado. Porém, o Brasil, encontra-se em uma das suas piores crises econômicas desde 2014, isso reflete diretamente sobre o número de empregos formais. Os jovens são os que mais sofrem com essa redução, pois muitos não têm a experiência que o mercado de trabalho exige, sendo submetidos a subempregos ou mesmo nenhum. Sem enxergar melhora de perspectiva, podem acabar no caminho do suicídio. Segundo a OMS, esse sentimento de não possuir saída é a razão pela qual acabam por tirar a própria vida. Logo, é fundamental o Estado proporcionar meios para amparar seus cidadãos a obter uma ocupação digna.
Outrossim, o atual contexto social, favorece ao aparecimento de vários distúrbios psicológicos, que contribuem para o aumento dos casos de suicídios. Conforme, Bauman, sociólogo contemporâneo, as pessoas estão cada vez mais desapegadas as coisas, elas são como um líquido que adquirem a forma do contexto, a essa teoria ele denominou, “Modernidade Líquida”. Esse novo estilo de pensamento acarreta em uma política consumo global, onde o ter é mais importante que o ser. A perseguição por um padrão de vida imposto pelas grandes mídias, favorece o desenvolvimento de doenças psicológicas. De acordo com a OMS, 90% dos suicídios estão associados a distúrbios mentais. Portanto, cabe ao Governo proporcionar tratamento a essas pessoas e combater os fatores que ajudam a desencadeá-las.
Diante dos fatos mencionados, é substancial que o Estado tome medidas para solucionar a questão. O Governo deve, por meio do Ministério da Saúde e da Comunicação Social, criar um programa amplo de prevenção e tratamento de pessoas com distúrbios psicológicos e tendência suicida. Nesse programa, deve veicular alertas em rádios, TVs, jornais, mídias sociais, entre outros, sobre os perigos do suicídio, seus indícios e como solicitar ajuda. Deve ainda, por meio do SUS oferecer psicólogos, psiquiatras e outros profissionais da saúde para atender à essas pessoas em centros de tratamentos apropriados para tal.