Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 27/10/2018

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos o direito a saúde e ao bem-estar social. Conquanto, os impactos causados pelo suicídio impedem que uma parcela da sociedade desfrute desse direito universal na prática. Nesse contexto, não há dúvidas de que autocídio é um desafio no Brasil que ocorre, não só pelo pela depressão advinda do bullying, mas também pela perda de algo valioso.

Vale ressaltar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Estado brasileiro possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no bullying recorrente nas escolas, onde os profissionais não são preparados para lidar com situações de preconceito em aulas. Como consequência, vê-se que essa problemática se agrava quando desencadeia nos jovens indícios de depressão.

Faz- se mister, ainda, salientar a perda de bens materiais como impulsionador do problema. Tem-se como exemplo, a queda da bolsa de valores de Nova Iorque em 1929, no qual muitas pessoas perderam seus rendimentos, patrimônios e riquezas, achando no suicídio a solução desse impasse. De acordo com Francis Bacon, o comportamento humano é contagioso. Com isso, é prejudicial que a sociedade cometa violência contra a própria vida, para que não sejam referência de outras pessoas em seu meio social.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. É imprescindível, que o governo associado a secretaria de educação disponibilizem cursos para docentes, visando prepará-los a lidar com situação de discriminação em ambiente escolar, para que assim, diminua as depressões causadas pelo bullying. Ademais, cabe a mídia e a Organização Mundial da saúde, criarem propagandas e palestras  a favor da valorização da vida e da saúde mental, tendo em vista minimizar os casos de autocídio. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições educacionais e sociais desse grupo, como previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos.