Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/10/2018

A inconformação com a realidade em que se vive é um tema comum. Já nos anos 80, a cantora Tracy Chapman mostrava com a canção Fast Car o deslocamento social sentido por vários jovens, e como esse tocante afetava as suas percepções da realidade. Em casos mais extremos, esses mesmos sentimentos levam ao suicídio na juventude, problema endêmico que persiste na sociedade, tanto pela superproteção parental, quanto pela negligência aos problemas psicológicos.

O gatilho para o suicídio é a ocorrência de um problema muito grande, para o qual o indivíduo não vê solução. Segundo a colunista Rosely Sayão, a criação protecionista de alguns pais acaba levando os jovens à depressão, por privá-los de experiências que promoveriam sua maturação e exercitariam suas habilidades na resolução de conflitos, o que prejudica o desenvolvimento do jovem e combinado aos transtornos mentais, pode levar ao autocídio. Visto isso, muitos jovens acabam se tornando despreparados e depressivos, contribuindo com a persistência do suicídio juvenil.

Outrossim, a negligência quanto à saúde mental é um perigoso catalisador do autocídio. É fato que há um estigma quanto aos transtornos de humor, como a depressão, psicóticos e dependências, nas quais sua menção causa a conjuração de figuras folclóricas como o “louco de manicômio” representado no livro O Alienista de Machado de Assis, e é justamente esse preconceito social que impede que muitos busquem auxílio médico, agravando os seus problemas, o que pode levar ao suicídio.

Dessa forma, fica claro que tais problemas devem ser resolvidos. Para isso, a Mídia pode usar de seu papel social de comunicador em massa, propondo discussões sobre os métodos de criação usado por pais e como esses podem afetar as crianças e jovens, com o fito de desenvolver a autonomia das gerações mais novas. Além disso, é necessário haver um novo olhar sobre a saúde mental no Brasil, com profissionais da área presentes nas escolas públicas e com a criação de hotlines telefônicas para auxílio em crises psiquiátricas, o que pode ser feito com a ação de Secretárias de Educação e do Executivo Federal. Com isso, a juventude brasileira poderá lidar de forma mais saudável com as suas mazelas, evitando o trágico caminho do autocídio.