Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/10/2018

Muito se discute acerca do suicídio na sociedade brasileira, sobretudo em relação aos desafios em reduzir os casos de jovens que tiram a própria vida. Nesse contexto, o psiquiatra Augusto Cury definiu o suicídio como a última tentativa do ser humano em findar com o seu sofrimento e pontuou que “o suicida não quer acabar com a sua vida, e sim com o sua dor”. Conquanto, pode-se destacar que as pessoas que se matam apresentam algumas características fundamentais, tais como: depressão, desespero, dificuldade de comunicação na escola e no âmbito do lar e entre outros.

No que se refere à temática em questão, pode-se destacar a depressão como uma das principais causas do suicídio entre os jovens. Outrossim, a Organização Mundial da Saúde(OMS) alertou que em alguns anos a depressão será a principal doença que acomete os jovens. Nessa perspectiva, as dificuldades em reduzir os casos de suicídio tornam-se elevadas, pois as pessoas deprimidas tendem a não demonstrar as raízes de suas angústias e, por vezes, preferem isolar-se do mundo externo. Dessa forma, alguns jovens não conseguem administrar o conflito introspectivo e, por conseguinte, encontram como um caminho “mais fácil” , o suicídio.

Ademais, a escola e a família devem estar preparadas em identificar possíveis indicadores de uma pessoa que sofre um conflito pessoal. Porém, as instituições de ensino não possuem uma matriz curricular que debata, com eficácia, os assuntos sociais de alta complexidade como, por exemplo, o suicídio. Além disso, a maioria das famílias brasileiras mostram-se despreparadas em lidar com pessoas depressivas ou, até mesmo, em identificá-las. Dessarte, o suicídio não pode continuar a ser tratado como um tabu, pois inúmeras pessoas estão clamando por ajuda, porém em silêncio.

Diante dos argumentos supracitados, torna-se imprescindível que o Governo Federal, em coparticipação com as escolas, agende os pais e os alunos, com psicólogos, a fim de diagnosticar possíveis características depressivas nos jovens. Assim, espera-se que o aumento do diálogo e a queda do tabu ajudem a reduzir os casos de suicídio. Somado a isso, o Ministério da Educação deve alterar a atual matriz curricular e promover o debate aprofundando sobre o tema com a inserção de palestrar e vídeos educativos. Com isso, almeja-se a redução do número de jovens brasileiros que findam com a própria vida.