Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/10/2018

No Brasil, o suicídio entre jovens, não deve ser visto, hodiernamente, apenas como um dilema pessoal, mas também como uma questão social, que apresenta razões que carecem de mudança. Destarte, esta problemática deve ser tratada em um âmbito social, com foco no apoio aos jovens. Nesse sentido, é irrefutável que ocorra uma remodelação nos projetos governamentais, escolares e familiares, a fim de mitigar essa nociva situação.

Em primeira análise, tratar o autocídio como ato social, nos meios escolares e familiares, é um dos caminhos para combater tamanha mazela, uma vez que do contrário pode ocorrer a maximização deste problema. No que concerne a esse contexto, é mister buscar nas ideias de “O suicídio”, obra de Émile Durkheim, o enredo para a compeensão dessa problemática, ja que ele classifica uma classe de suicídio como a mais presente na sociedade hodierna, o suicídio egoísta. Isso porque, para ele o indivíduo não se sentiria parte condizente do meio social que se encontra, cenário este, presente no corpo social atual, efeito da isolação individual que a sociedade atual promove. Em síntese, é presciso observar esta conjuntura, como um fato social, para então compreende-la.

Em segunda análise, é importante explanar esta esfera em um viés psicológico, o qual remete à Psicologia do desenvolvimento. No que tange a esse estudo cientifico, o comportamento dos jovens se encontra facilmente influenciado pelo meio que o cerca, na tentavia de se inserir socialmente, agindo de forma inconstante. Com efeito, é presciso buscar na série “13 Reasons why”, o argumento para a compreensão daquele problema, visto que, a série retrata como o meio escolar da personagem Hanna Becker, a afeta, por meio de bullying, propagação de boatos afim de ridiculariza-la, e támbem o isolamento social promovido pelos alunos, afetando assim, até suas relações familiares, colaborando assim, em seu suicídio. Em verdade, é notório que, a perca de vínculos sociais deixa os jovens vulneráveis à instabilidades emocionais, fomentando o pensamento suicída.

É necessário, portanto, que o Ministério da Educação e o da Saúde trabalhe junto à escola e à família, com desígno de tratar o suicídio como fato social e mitigar esta situação. Para tanto, os ministérios por intermédio de cursos e a criação de espaços de diálogos sobre as questões que cercam a adolescência, deve estimular a autoestima dos jovens brasileiros. Ademais, a escola por meio de aulas engajadas, deve promover debates com foco na concientização dos caminhos para superar o suicídio. Por fim, a familía, por meio da quebra de tabus impostos sobre o tema, deve sevir como base de apoio aos seus membros com tendências a cometer suicídio.