Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/10/2018
A série “Os 13 porquês”, criada pela Netflix, retrata o suicídio da personagem Hannah Baker e os motivos que a levaram ao seu trágico fim. Analogamente, casos como esse são uma realidade no Brasil, uma vez que cresce o número de indivíduos que tiram a própria vida - por causa de problemas como o bullying e a falta de diálogo de muitas famílias com os jovens. Assim, convém analisar essas contrariedades para, então, propor soluções a fim de dirimi-las.
Em primeira análise, deve-se ressaltar que o suicídio entre os jovens é corroborado pela escassez de comunicação deles com suas famílias. Prova disso é que pais entrevistados após seus filhos tirarem a própria vida, segundo o portal de notícias G1, afirmaram não dialogar com eles sobre questões psicológicas e sentimentais - comuns aos adolescentes. Dessa forma, a percepção de sinais como a angústia e o isolamento, característicos de que tem propensão ao suicídio, conforme a Organização Mundial da Saúde, não foram notados. Nesse contexto, fica claro que, enquanto muitos jovens não receberem assistência em casos assim, a autodestruição será, infelizmente, algo cada vez mais frequente.
Outrossim, o bullying é outro problema que influencia as pessoas a tirarem a própria vida. Tal fato é explicado por uma teoria do filósofo Émile Durkheim, a qual descreve que situações de segregação e isolacionismo, promovidas por grupos sociais, geram o “gatilho” para a ação conhecida como “suicídio egoísta” - onde os indivíduos findam com suas vidas para dar fim a essas aflições. Acontecimentos como esse são observados nas escolas, onde inúmeros jovens se suicidam por sofrer exclusão e violência por parte de outros adolescentes - fato que tem crescido nos últimos anos, segundo o jornal O Globo. Nessa conjectura, é evidente que, enquanto muitos governantes fecharem os olhos para problemas assim, tirar a própria vida poderá, sem dúvida, ser algo banal.
Portanto, os Ministérios da Saúde e Educação devem cooperar para a criação de programas sociais - que promovam a prevenção do suicídio e o combate ao bullying nas instituições de ensino do país - além de tornar obrigatória a presença de psicólogos nesses locais - para fornecer amparo psicológico aos estudantes. Para que tais medidas sejam possíveis, é fundamental que esses órgãos estatais forneçam verba às escolas. Com isso, os jovens terão assegurado o apoio necessário para evitar cenas como as da série “Os 13 porquês”.