Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/10/2018
‘‘Efeito Werther’’ foi uma expressão usada para designar uma série de suicídios na Europa semelhantes ao do protagonista do livro ‘‘O sofrimento do jovem Werther’’. Fora do universo dos livros e do continente europeu, o suicídio entre jovens ainda é um assunto em pauta no Brasil, e devem ser encontrados subterfúgios.
Ressalta-se, de início, como o bullying contribui para o suicídio. O mundo é constituído por padrões sociais e qualquer um que ‘‘desafie’’ essa regra deve estar preparado para as consequências. No ambiente escolar é onde o bullying está mais presente, seja pela cor do cabelo, tom de pele, tipo de tênis, orientação sexual, etc. Muitas crianças são isoladas ou até mesmo agredidas por ser diferente, diferença essa que se fosse melhor analisada poderia ser vista como bela, A junção do bullying com informação disponível pode acarrear no suicídio.
Faz-se mister, ainda, salientar a pressão que muitos jovens sofrem como impulsionador do problema. Segundo a USP, a universidade teve 4 suicídios em um período de 2 meses. Para muitos jovens que estão ingressando em uma faculdade é difícil conciliar a vida acadêmica com a vida social, principalmente em cursos mais concorridos que exigem muitas horas de estudo, tal como medicina, que possui os mais altos índices de alunos que se suicidam. Ou mesmo aqueles que escolheram um curso para agradar a família e encontraram no suicídio uma maneira triste de se sentir livre.
Infere-se, portanto, que há entraves para uma convivência segura. Inicialmente, é dever de todas as universidades públicas criar um centro de saúde mental para aconselhar alunos que encontram dificuldades de se adequar ao novo estilo de vida. Ademais, cabe ao Ministério da Educação adicionar à grade curricular da ensino fundamental aulas sobre diversidades onde seja abordado como as divergências fazem o nosso mundo um lugar melhor. Como dizia Epíteto: ‘‘Só a educação liberta’’.