Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 31/10/2018

Na antiguidade greco-romana, os soldados preferiam tirar sua própria vida, quando guerras eram perdidas, do que voltar para casa e enfrentar uma humilhação. Hodiernamente, ainda é visível na sociedade pessoas cometendo suicídio ocasionado por diversos fatores e, nota-se, que esse é um tabu  pouco debatido e raramente evidenciado nas mídias. No entanto, é cada vez mais frequente ações sendo tomadas para amenizar o número de suicídios entre os cidadãos.

Atualmente, o suicídio é a principal causa de morte entre os jovens na Europa. inerente à isso, muitos países do continente europeu têm o porte de armas liberado. Visando essa relação, pode-se afirmar que quanto maior a facilidade de acesso a formas eficazes de morrer, a chance de o suicídio é maior. Porém, poucas pessoas sabem dessa realidade, visto que, esse assunto é um tabu na sociedade e, por isso, pouco noticiado pelos jornais. Consequentemente, as pessoas tendenciosas a se suicidar se tornam invisíveis para a população. Exemplo disso, a depressão, que é tratada por alguns como “frescura” de quem se diz tê-la, quando se sabe que ela é um problema muito sério e uma das maiores causas do suicídio.

Desse modo, é impossível falar sobre suicídio e não falar sobre o livro “Os sofrimentos do jovem Wether”, que retrata um amor platônico que o eu-lírico tinha e que, por não ser correspondido, não via outra saída além de se matar. O livro ficou muito famoso porque na época que foi lançado, gerou uma onda de suicídios na Europa, pois os jovens se identificavam com a situação e, por fim, tiravam a própria vida. Acaba que, a história relata a realidade de muitos indivíduos que, por motivos corriqueiros, como amor não correspondido, problemas financeiros - principalmente diante da crise econômica que os países enfrentaram entre 2008 e 2010, que foi responsável por 10.000 “suicídios econômicos” - ou transtornos mentais e emocionais, como a depressão, acabam se suicidando.

Torna-se evidente, portanto, a proporção que o suicídio ganhou e, na intenção de diminuí-lo, primeiramente, os países adeptos ao porte de armas devem ter maior rigor na seleção de quem poderá portá-las, com a ajuda de agentes da saúde, psicólogos e psiquiatras, para identificar pessoas com transtorno ou tendenciosas a depressão. Ademais, o Ministério de Educação em parceria com a mídia e ONGs, devem mostrar uma preocupação maior para com o suicídio, promovendo campanhas tanto na internet, quanto nas escolas - que são os locais com maior presença de jovens que sofrem de transtorno emocional - na intenção de passar mensagens de apoio, para que essas pessoas não se sintam sozinhas, e recorram a ajuda ao invés de tirar a própria vida.