Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/10/2018
Augusto Cury, grande psiquiatra da atualidade, afirma que o suicídio é uma forma de a vítima acabar com seu sofrimento psíquico, não necessariamente sua vida. Ou seja, a falta de conhecimento acaba sendo um dos elementos marcantes na problemática discutida, já que, com ele, pode-se evitar o suicídio. Para isso ocorrer, é preciso acessibilidade social a tratamentos e informações ligadas às doenças mentais.
Em primeiro lugar, o conhecimento é o principal caminho para prevenir o suicídio. Ora, é muito comum definir depressão, ansiedade, esquizofrenia- patologias que geralmente levam os doentes a se matarem- como sendo preguiça ou cansaço. Isso acontece porque a maior parte da sociedade aprendeu a ver os problemas psiquiátricos como sinônimo de loucura, ou seja, há estereótipos negativos ligados a eles, o que acarreta a não aceitação das doenças, gerando ausência de informações e preconceito, tudo tendo como base a ignorância. O próprio Augusto Cury diz que os pais da atualidade entendem pouco seus filhos, visto que possuem mentes engessadas, ignorantes, que não buscam soluções, mas sim justificativas para as questões discutidas.
Em segundo lugar, para a obtenção desse conhecimento é preciso acessibilidade. Isso porque, no Brasil, tratamentos psicológicos são ofertados pelo SUS, mas não são tão amplamente difundidos e expostos como exames cardíaco, estético ou ósseo em postos de saúde e hospitais. Logo, há menos relevância hospitalar ligada ao problema discutido no país. Pode-se o comprovar ao observar que os cartazes de prevenção ao suicídio são mais notórios no “setembro amarelo”, mês ligado justamente à questão, algo que se configura um problema, afinal, os problemas psicossomáticos não podem esperar o ano todo para serem escutados.
Portanto, os caminhos para prevenir o suicídio no Brasil são dois: ampliar o conhecimento a respeito desse tema e aumentar a acessibilidade pública a tratamentos psiquiátricos. Para isso ser realizado efetivamente, o governo pode ampliar a quantidade de psiquiatras e psicólogos envolvidos no SUS, de modo que sejam aumentadas as vagas profissionais e a quantidade de medicamentos. Soma-se a isso a ação de ONGs e políticas públicas a partir da exposição de palestras e cartazes em locais públicos, sobretudo os de saúde, indicando sintomas e causas de doenças como a depressão ou a ansiedade. Assim, as pessoas terão mais conhecimento e estarão mais amparadas pela sociedade e Estado.