Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/10/2018
Segundo os dados divulgados no Mapa da Violência, criado pelo sociólogo Julio Waizelfisz, a ocorrência de suicídios entre jovens aumentou mais de 58% nos últimos 38 anos no Brasil, apresentando um problema crescente entre a juventude da nação. Dessa forma, vê-se que a presente apatia na compreensão dos sentimentos que propiciam o suicídio, aliada à letargia na esfera social em agir, são assuntos que não podem mais ser ignorados pela população.
Convém ressaltar, a princípio, a visão apresentada por Adam Smith - sociólogo e teórico político - em seu livro intitulado “Teoria dos Sentimentos Morais”, em que indica o indivíduo no corpo social como um espectador, que julga ações e comportamentos de outros em determinadas ocasiões tendo como base seu próprio pensamento. Nesse sentido, é notável que o jovem com tendências suicidas se sinta isolado, tendo em vista que se sente incompreendido pelas pessoas ao seu redor, agravando, assim, o estado delicado em que se encontra.
Em segundo plano, a falta de apoio no âmbito familiar e no ciclo de amizades é determinante na decisão do suicídio. De acordo com Luiz Felipe Pondé, renomado filósofo brasileiro, a família encontra dificuldades em lidar com o assunto porque não compreende o estado do indivíduo e, então, se depara com a incapacidade de lidar com a situação. Por conseguinte, a crença de que a depressão é algo passageiro se apresenta em detrimento da procura por ajuda profissional, dificultando ainda mais a recuperação.
Em síntese, depreende-se que medidas são necessárias para a diminuir as taxas de suicídio entre os jovens no país. Fundamentalmente, Estado deve promover, por meio de subsídios, publicações em páginas de ampla abrangência entre os jovens como “Quebrando o Tabu” e “South America Memes” com o fito de divulgar e promover programas que ajudem a identificar tendências suicidas entre os jovens, com a presença de psicólogos que exemplifiquem formas de abordar a situação com o objetivo de proporcionar o melhor atendimento e encaminhar os casos para profissionais habilitados na prevenção de suicídios. Feito isso, poder-se-à caminhar para um futuro em que danos autoinfligidos diminuam significantemente.