Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 31/10/2018

No limiar no século XIX o ultra romantismo tomava força no Brasil. A segunda fase romântica ficou conhecida como “mal do século” devido sua característica mórbida e de exaltação da morte ligada ao amor. Análogo a isso, na contemporaneidade, o Brasil vivência o aumento de casos de suicídios entre adolescentes e que segundo a OMS - Organizacao Mundial da Saúde- é um problema de saúde pública. Com efeito, não é razoável que Estado e sociedade se mantenham omissos quanto ao combate do suicídio de jovens no país.

Primeiramente, cabe ressaltar que o individualismo e a falta de alteridade é uma das causas principais causas do suicídio. Nesse contexto, Zygmunt Bauman em sua obra “modernidade líquida” defende que na atualidade a sociedade está focada no sucesso individual e se esquece do coletivo. O filósofo polonês afirma também que as relações interpessoais, dentro da família e entre amigos são fluídas, frágeis e sem os laços necessários para firmar confiança e empatia. Todavia, se a natureza egoísta do indivíduo não for combatida em todos os âmbitos sociais, o ambiente hostil de convivência irá continuar corroborando com os casos de doenças mentais que levam ao suicídio.

Ademais, conforme a Psicologia do Desenvolvimento, durante a puberdade e adolescência o jovem fica vulnerável a comportamentos autodestrutivos. Isso acontece porque é nesse período que o jovem está desenvolvendo sua identidade psicossocial e está se formando como um participante social sendo facilmente influenciável por fatores externos. Entretanto, enquanto não forem feitas propostas de acolhimento e amparo desses indivíduos, o Brasil vivenciará o “mal do século” novamente, agora no século XXI.

Tendo em vista o exposto, medidas para previnir o suicídio na juventude se fazem necessárias. A Priori, cabe o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação, criar e distribuir cartilhas que tenham como objetivo orientar ao aluno como e onde pedir ajuda em casos de sentimentos auto destrutivos. Para a eficácia da ação é necessário que toda escola e unidade de saúde possua um grupo de apoio com profissionais capacitados para lidar com o público da campanha. Além disso, a participação da família em debates promovidos pelas escolas é fundamental para garantir que todo amparo será dado a quem precisa. Só assim, afastaremos o “mal do século” que ameaça novamente o país.