Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/10/2018
Em 1948, foi promulgada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, pela Organização das Nações Unidas (ONU), que garante o direito ao bem-estar e à vida. Contudo os desafios enfrentados para prevenir o suicídio entre os jovens brasileiros impossibilitam que essa parcela da população usufrua desse direito universal. Nessa perspectiva, não apenas a falta de incentivo para a busca de tratamento psicológico e psiquiátrico, como a pouca discussão da problemática são obstáculos para a prevenção do suicídio entre os indivíduos mais jovens.
É indubitável que, no contexto do século XXI, doenças mentais como a depressão, transtorno bipolar, ansiedade e esquizofrenia estão ficando mais comuns. Por fruto disso, muitas vezes, os jovens vêm o suicídio como a única solução para esses problemas; De acordo com o Mapa da Violência de 2017, publicado pelo Ministério da Saúde (MEC), em doze anos, a taxa de suicídios subiu quase 10% entre jovens com a faixa etária de 15 a 29 anos. Cabe aos próprios enfermos mudarem as estatísticas, já que, com a procura de tratamento a vontade de tirar a própria vida poderá ser evitada, e a saúde desses indivíduos será restabelecida, afinal, como disse o filósofo estadunidense, Ralph Waldo, “A maior riqueza é a saúde”.
Ademais, faz-se indispensável, ainda, salientar a invisibilização do assunto como um problema vigente. Sabe-se que, a mídia acoberta casos de suicídio para não incentivá-lo, conquanto, essa questão, como um todo, não pode ser deixada de lado. Por esse parâmetro, nota-se que o debate sobre o tópico pode ajudar diversas pessoas que estejam precisando de um guiamento a não cometerem essa autoviolência e a procurarem terapia, entretanto, este não é o cenário atual. Essa situação ignóbil está relacionada à inexistência ou incipiência de políticas públicas que visem não só informar as consequências malfazejosas do suicídio entre os jovens, mas também incentivar a busca de tratamento psicológico.
Destarte, pela observação dos aspectos analisados, faz-se indispensável que o Estado, por seu caráter sociopolítico, em união ao MEC, promova uma campanha, que se chamaria “A sua vida vale muito”. Nela, psicólogos e cidadãos que venceram a tentativa de suicídio, dariam palestras em escolas e universidades, além de participar de propagandas midiáticas, com o intuito de ensinar aos cidadãos as causas e consequências de pensamentos suicidas e acentuar seus resultados devastadores, além de incentivar a busca de tratamento nesses casos. Nela, ainda, seria viabilizada 5% da verba destinada à saúde para a contratação de mais psicólogos no Sistema Único de Saúde (SUS), para que o acesso à terapia seja facilitado. Logo, a prevenção do suicídio entre os jovens será realizada.