Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/11/2018
O Estado é uma instituição nacional de caráter normativo que visa ao estabelecimento de leis e regras para manter o bom funcionamento nacional. Entretanto, algumas falhas em investimentos na saúde e na educação elevam a desestabilização territorial. Por outro lado, a sociedade, enquanto instituição social, também falha, pois a prática de “bullyings”, principalmente entre os jovens, machucam as pessoas, tornando-os vulneráveis e contribuem com o aumento dos problemas psicológicos e dos suicídios como saídas de emergências.
Em primeira análise, é importante ressaltar que, diante do artigo 6° da Constituição de 1988, a saúde e a educação é um direito social da população brasileira. Entretanto, contrariando as leis Constitucionais, o Estado não atribui esses direitos devidamente, possibilitando que a educação e a saúde sejam realizadas de maneiras precárias. Por conseguinte, pode-se dizer que, com a ausência da educação de qualidade, muitas pessoas se tornam ignorantes e, assim, desenvolvem preconceitos com outras pessoas, oprimindo-os onde, muitas vezes, acabam cometendo o suicídio.
Desse modo, para compreender que sem a educação as pessoas se tornam leigas, é possível relacionar a ideia do pedagogo Paulo Freire: “a educação transforma as pessoas e estas mudam o mundo”. Assim, com a ausência do ensino e com a elevação dos tabus e “bullyings”, os indivíduos adquirem problemas psicológicos e, muitas vezes, tentam se matar para solucionar o problema. Porém, quando não conseguem e precisam de atendimentos médicos, acabam sofrendo mais ainda pela péssima estrutura hospitalar. Ainda, é essencial lembrar que, de acordo com o jornal BBC, a taxa de suicídio entre os jovens de 15 a 29 anos foi de 5,1 a cada 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014, com aumento de 10%, permitindo dizer que esse problema é comum entre os jovens.
Em virtude dos fatos mencionados, é essencial dizer que o suicídio é um problema de saúde pública e precisa ser combatido. A princípio, o Estado deve, junto com o Ministério da Educação, incluir na grade escolar palestras instrucionais e psicólogos nas escolas para que os alunos possam buscar apoio e, assim, combater o problema. Depois, o Ministério da Saúde necessita implementar clínicas psicológicas gratuitas nas comunidades para que a sociedade tenha acesso aos tratamentos dessas doenças psíquicas. Dessa forma, caminharemos juntos rumo a um Brasil melhor para todos.