Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 01/11/2018

Acontecimentos como “O Jogo da Baleia Azul” e o sucesso da série “13 Reasons Why”, chamou a atenção da importância de discutir sobre o suicídio entre jovens. O suicídio é hoje a segunda maior causa de mortes entre jovens no mundo, perdendo apenas para acidentes de trânsito. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 800 mil pessoas tiram a própria vida anualmente, já de acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV), só no Brasil, são 25 casos por dia. Diante destes números assustadores, é necessário que este tema seja discutido de modo mais aberto.

Primeiramente muitas são as causas que podem levar ao suicídio, assim como seus gatilhos. No século XIX, o sociólogo Émile Durkein apontava que o mesmo poderia ocorrer por falta de conexão com o mundo social, por excesso de pertencimento a uma causa, ou por influência de um ambiente desfavorável como em tempos de crise econômica. Já a psicologia aponta uma vasta lista de itens que aprofundam dores existenciais e possíveis quadros depressivos como o bullying, o isolamento, a falta de apoio familiar, dificuldades em lidar como problemas e pouca autoconfiança.

Neste sentido, psicólogos indicam nada mais que um tratamento humanizado. É comum que os indivíduos procurem ajuda de alguém próximo, então a ordem é simplesmente ouvir os problemas sem queres julga-los ou, pior ainda, menosprezá-los, pois vítimas são muitas vezes alvos de chacotas ou de indiferença e tais comportamentos só agravam o isolamento. É então que o paciente, buscando uma solução por si, acaba caindo na autodestruição. Um especialista no assunto, o terapeuta Mario Corso, declara que o paciente que fala sobre suas aflições e é devidamente ouvido, raramente procura soluções drásticas.

Portanto, a melhor forma de prevenção é estar atento aos sintomas e encarar a situação com cuidado. É importante fugir do discurso pronto, de que tudo estar bem e que a dor é passageira, pois as vítimas costumam se encontrar em níveis profundos de tristeza. Buscar o tratamento psicológico é sempre a melhor resposta. A nível estatal, o importante são políticas de conscientização como a do setembro amarelo. O ideal inclusive, seria um aprofundamento das mesmas, em palestras em escola e maior financiamentos à instituições que cuidem do tema. De tal modo, poderá inverter uma taxa de suícidio que, apesar de não ser uma das maiores do mundo, já cresceu 60% desde os anos 80.