Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/11/2018

A Magna Carta, de 1988, garante o direito à vida, à igualdade e à liberdade. Todavia, a prática deturpa a teoria, visto que o suicídio entre jovens no Brasil é um problema de saúde pública, em decorrência da falha estatal e da banalização social.

Em primeira análise, é necessário entender as causas que levaram o jovem a tal ação, uma vez que o autocídio não é algo repentino e é, por vezes, uma consequência de um quadro depressivo do indivíduo. Sabe-se que o Estado não oferece auxílio eficaz a respeito da depressão, logo constata-se que não há suporte para a prevenção desse mal que assola a juventude. Essa realidade caótica rompe com o Artigo 6 da Constituição Federal, o qual afirma ser dever da União garantir a saúde aos cidadãos.       Somado a isso, tem-se o fato de que a sociedade hodierna é, muitas vezes, alheia aos problemas que podem afetar outro. O “liquidismo social”, teorizado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, faz com que as relações tornem-se voláteis, de modo a distanciar as pessoas e, dessa forma, dificulta-se a identificação de uma possível depressão e, consequentemente, indícios suicidas. Logo, é imprescindível a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados.

Diante desses impasses, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em suporte para jovens com tendências suicidas, através da criação de projetos e ONGs – como o Centro de Valorização da Vida –, a fim de identificar e diminuir os fatores que possam ocasionar o suicídio. Paralelamente, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas educativas, por meio de palestras escolares ministradas por especialistas na área (psicólogos e terapeutas) com o intuito de mostrar aos adolescentes o quão importante e saudável são as relações de boa convivência.