Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/11/2018

No contexto social vigente, o suicídio é um problema de múltiplas causas, como o bullying e a depressão. Consequentemente, é encarado hoje como um dos grandes males da humanidade. Nesse sentido, a angústia de viver, apesar de presente há séculos, vem atingindo escalas cada vez maiores, principalmente entre jovens. Dessa forma, observa-se que enquanto o suicídio é tratado como tabu, o número de pessoas que tiram a própria vida cresce silenciosamente.

É relevante abordar, primeiramente, que ao examinarmos algumas das causas do suicídio entre jovens no Brasil, verificamos que continua sendo tratado como tabu, motivo de vergonha ou de condenação, sinônimo de loucura, assunto proibido na conversa com filhos, pais, amigos e até mesmo com o terapeuta. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), suicídio é a segunda maior causa de mortes entre adolescentes e jovens em todo o mundo. Tais fatores demonstram que, para alguns indivíduos, falar de suicídio é incentivar, entretanto trata-se de prevenção. Observa-se, portanto, que é preciso falar sobre suicídio, sim, para que seja discutido e não banalizado.

Deve-se abordar, ainda, que em consequência dos motivos de vergonha e condenação, vemos, a todo instante, o aumento dos casos de bullying e depressão entre jovens. Tal realidade revela que os jovens se isolam da sociedade e os jogos suicidas, como o da baleia azul, tornam-se grandes atrativos para aqueles com algum desequilíbrio emocional e que procuram um escape para tais problemas. Verifica-se, portanto, uma ditadura da felicidade por meio de exclusão e medicalização da tristeza. Assim, o sentimento de culpa, junto à pressão social e a falsa ideia de incentivo, ocasionam essa epidemia silenciosa que é o suicídio.

É evidente, portanto, que além de uma expressão inequívoca, o suicídio é um problema de saúde pública. Destarte, o Estado deve atuar na questão legal - punir e investigar aqueles que espalhem “brincadeiras” e “desafios”, pelas redes sociais, que culminam em suicídio. Ademais, cabe as instituições de ensino de educação uma maior conscientização sobre o assunto e trate do assunto de forma responsável e social, visando a sua prevenção, por meio de palestras, oficinas e debates, com a parceria de profissionais qualificados, de modo que o assunto passe de ser visto como tabu e seja encarado como problema de saúde que precisa, urgentemente, de cuidados. Quem sabe assim, alcançar-se-á garantia de vida e bem estar dos jovens brasileiros.