Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/11/2018

Em épocas remotas, o suicídio era tido como uma forma de punição. Hoje, ele é alvo de discussões entre especialistas e nas mídias sociais, visto que o número de casos, principalmente entre os jovens, cresce (ainda que de forma lenta) constantemente. O pensamento e a consumação de tal ato advêm, na maioria dos casos, da ausência de comunicação e interação do jovem com as pessoas que o circundam.

Na Grécia Antiga, as pessoas acusadas de cometer algum crime contra o Estado Grego eram obrigadas a cometer autoextermínio. Foi o que aconteceu com o filósofo Sócrates: acusado de corromper a juventude e impiedade aos deuses, foi obrigado a tomar um chá de cicuta, uma planta bastante venenosa.

Já na contemporaneidade, essa atitude drástica tem preocupado bastante, pois segundo dados obtidos pela BBC Brasil, em 12 anos, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014. Tal cenário chama a atenção de autoridades na área e das mídias sociais, que buscam, simultaneamente, prevenir e conscientizar a população jovem sobre tal atrocidade.

Diante dessa, e de tantas outras realidades análogas, foi iniciado em 2015 o movimento Setembro Amarelo, mês mundial da prevenção ao suicídio. A campanha apela para que haja mais diálogo, mais convívio, dado que a maioria dos suicidas não dialoga, não interage, não procura ajuda especializada. Ou seja, a maioria dos autocídios cometidos por jovens ocorre por falta de assistência, por escassez de ajuda.

É notório, portanto, que o autoextermínio juvenil decorre da carência de interação e de comunicação entre o jovem e as pessoas que o rodeiam. Para amenizar essa situação no Brasil, cabe ao Ministério da Saúde, através das Secretarias Municipais de Saúde, prestar assistência psicológica aos jovens por meio de consultas; ainda por intermédio dessas secretarias, deve criar um programa de acompanhamento para aqueles em situações mais vulneráveis.