Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/11/2018
Na história, sempre houveram casos relacionados ao suicídio. Até mesmo líderes de grande potências, como por exemplo, Adolf Hitler, ditador alemão, na Segunda Guerra Mundial, teve sua capital, Berlim, invadida gradativamente por soldados soviéticos, e acredita-se que Hitler se suicidou horas antes da conquista soviética sobre a alemã para que não o capturassem e o torturassem, dando assim um fim à guerra. Porém, seja ele qual for o motivo, o suicídio sempre se manteve presente, por mais que exista uma espécie de receio por parte da sociedade que tende a censurar tal ato, deixando- o com uma aparência de inofensividade, uma morte pouco frequente, que representa pouco perigo, embora os dados digam o contrário.
Desde 1980 até 2014, houve um crescimento significante de 27,2% de suicídios em escala global, de acordo com o Mapa da Violência, criado pelo sociólogo brasileiro Júlio Jacobo Waiselfisz. Este também
destacou que, nesse mesmo período, no Brasil, esse índice sofreu um preocupante crescimento de 60% nesses casos.
O mapa criado pelo sociólogo também afirma que, em 2014, por exemplo, cerca de 2848 jovens (de 15 a 29 anos) cometeram suicídio, entretanto esses dados foram pouco divulgados, provavelmente devido a essa “censura” mútua persistente na sociedade a respeito desse assunto, o que leva a poucos investimentos na investigação de tais áreas para os grandes veículos de mídia, (jornais, revistas, internet, etc.) o que acarreta em uma pouca divulgação e também interesse por ambas as partes, os que transmitem e também os que os assistem.
O suicídio é uma ameaça grave que, infelizmente, vem crescendo ao longo dos anos, porém não é amplamente divulgado pela existência desse “tabu” ultrapassado que ainda está presente na sociedade, tornando-o muito mais grave. Sabendo disso, o congresso nacional poderia marcar reuniões para decidir pautas como a promoção de campanhas contra o suicídio, o incentivo geral para com que as mídias busquem investir mais na investigação dessa área do suicídio, que segue gradualmente aumentando, mas que não chama a atenção que deveria. A depressão, também, deve receber atenção, pois em casos graves da mesma, corre-se o risco de suicídio. Com essas campanhas e a divulgação desses problemas, uma grande ajuda, além das já citadas, seria o incentivo governamental direcionado às ONGs para se estabelecerem ao redor do Brasil a fim de ajudar e orientar pessoas afetadas pela depressão e até mesmo as que estão sofrendo por conta de um suicídio de algum parente, para que não sofram de tal forma a ponto de ter que considerar o suicídio como escapatória. Com isso, as taxas reduziriam drasticamente e as pessoas sempre tentariam superar seus desafios,sejam eles quais forem.