Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/12/2018

Foi preciso falar sobre a importância das vacinas para que a população entendesse a sua importância na erradicação de grandes epidemias. É preciso reforçar constantemente que não se deve manter recipientes com água parada para evitar a propagação da dengue. Com o suicídio não será diferente. Para impedir que cada dia mais jovens acabem com a própria vida, é fundamental conversar sobre o suicídio.

Falar sobre suicídio não significa incentivar sua prática. A conversa sobre o tema deve englobar o conhecimento das causas para que seja possível identificar os possíveis atores; e das maneiras de prevenir o impulso de autoextermínio para que qualquer pessoa possa atuar em situações de urgência. Em especial nas escolas, o assunto pode ser tratado como primeiros socorros, tendo em vista a grande incidência de jovens suicidas.

Além disto, na medida em que a palavra deixa de ser um tabu, aqueles indivíduos que estariam refletindo sobre o ato sozinhos podem se sentir mais à vontade para compartilhar estes pensamentos. Desta maneira, a identificação das possíveis vítimas fica mais fácil o que permite elaborar uma estratégia de prevenção em tempo hábil. O silêncio é um dos principais fatores que determinam a concretização do suicídio.

Paralelamente à necessidade de desmistificar a conversa, é também urgente que os transtornos mentais sejam compreendidos como doença pela população. Muitas vezes a raiz de uma ação suicida está em um pequeno transtorno emocional que pode se tornar um surto psicótico mais complexo. Os sentimentos não devem ser menosprezados.

A prevenção do suicídio depende de empatia e da capacidade humana de perceber o seu próximo. Portanto, o conhecimento sobre a temática a principal forma de impedir uma autodestruição. Ainda assim, é urgente que os governos melhorem o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber pessoas com transtornos psicóticos, para que estes não desenvolvam um ato suicida. Outro ponto de atenção devem ser as escolas, já que os jovens são as principais vítimas do impulso suicida.