Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 05/01/2019

O personagem Pontes do livro “Urupês” de Monteiro Lobato tira a própria vida por não conseguir o emprego desejado. Analogamente, no Brasil, jovens cometem suicídio por enfrentar infortúnios pessoais e pela falta de mecanismos preventivos. Nesse panorama, não se deve negligenciar a ausência de integração social e a falta de aproximação familiar.

Sob a égide sociológica de Émile Durkheim, o “Suicídio egoísta” é a aniquilação da vida pela ausência de pertencimento social. É indubitável que essa perspectiva está intrinsecamente relacionada ao problema de jovens suicidas. Nesse sentido, é deplorável que esses não se sintam integrados em ambientes de convivência, como escolas, visto que sofrem bullying por seus aspectos físicos, como cor e peso, díspares de paradigmas convencionais.

Sob outro viéis, em coadunação com o pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, na sociedade moderna as relações sociais são voláteis. É irrefutável que esse ditame é corroborado nos ambientes familiares em que inexiste aproximação pessoal. Nessa lógica, é lamentável a persistência de atos suicidas entre os jovens por falta de prevenção, haja vista que os país não percebem os indícios suicidas - isolamento e aspectos depressivos - para buscar o tratamento psiquiátrico.

Por conseguinte, é imperioso que os institutos educacionais elaborem mecanismos de combate ao bullying, com o fito de promover a integração social do alunado. Outrossim, urge as rádios veicular informes sobre a necessidade de aproximação familiar, com intento de mitigar casos semelhantes ao do personagem Pontes e propiciar caminhos de prevenção ao suicídio.