Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 06/02/2019
A tragédia grega “Hipolito” de Eurípedes, já apresentava, por meio da personagem Freda, o que atualmente se tornou uma das maiores causas de morte entre os jovens no Brasil: o suicídio. Esse comportamento é desencadeado por uma combinação de fatores socioculturais e patológicos que resultam em uma manifestação exacerbada contra si mesmo. Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um problema de ordem pública, o fenômeno do autocídio não desafia somente os profissionais da medicina, mas também o campo das ciências humanas e exige medidas para atenuar a frequência de ocorrência desse ato.
O suicídio na juventude representa um paradoxo: a vontade de morrer em um período da vida associado a descobertas, amizades e autoafirmação. Segundo o Ministério da Saúde, a porcentagem de autoquíria entre adolescentes e jovens adultos até 29 anos é a maior se comparada entre as outras faixas etárias, cerca de uma morte por hora - o que coloca o Brasil, conforme a OMS, no oitavo lugar na classificação dos países onde mais ocorrem suicídios entre jovens.
Além disso, a escola pode se tornar um cenário favorável no que se refere ao fortalecimento do comportamento suicida, sendo, muitas vezes, o “bullying” a causa dessas ocorrências. Conforme a Psicologia do Desenvolvimento, o jovem é facilmente influenciado pelas opiniões alheias e, nessa tentativa de se encaixar, passa a agir de forma inconstante. Dessa forma, perdas de vínculos afetivos, violência doméstica ou doenças criam uma situação de vulnerabilidade que requer cuidados socioafetivos e médicos.
Sendo assim, a família representa a condição necessária para o crescimento e desenvolvimento de vínculos que garantem a sobrevivência física e social das pessoas. Desse modo, cabe ao Governo Federal, por meio dos Ministérios da Educação e da Saúde, realizar cursos em escolas e espaços abertos ao público para ensinar como identificar os fatores de risco e como estabelecer linhas que estimulem a autoestima dos jovens. Da mesma forma, o Estado deve incentivar o poder midiático a divulgar o Centro de Valorização da Vida (CVV), canal governamental gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio. Para assim, amenizar esse complexo fenômeno que perpassa desde o inicio da civilização.