Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/03/2019
Em ontologia, ramo da filosofia que estuda a existência e natureza do ser humano, viveu um pré-socrático, Heráclito, que afirmou: “Você nunca pode entrar duas vezes no mesmo rio.”, a frase remete a realidade psicossocial, no qual, para o filósofo, está em constantemente em metamorfoses. Contudo, essas mudanças, de forma eventual mas imprescindível, acarreta a problemática da depressão, podendo assim, ocasionar o suicídio. Nessa perspectiva, convém ressaltar que no Brasil a taxa, derivadamente, de jovens com transtorno depressivo agrava-se paulatinamente, evidenciando a urgência de transformações dessa circunstância alarmante, a partir da resolução dos entraves vinculados a ela.
Na obra literária alemã “os sofrimentos do jovem Werther”, de Johan Goethe, o protagonista encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores de um amor não correspondido. Sob esse viés, a trama dramática fez com que o auditório pubescente se sentisse representado pelas angústias do intérprete e, isto posto, passassem a ver a morte como libertação das suas aflições internas. Por conseguinte, tal estereótipo está associado, por grande parcela do corpo social, a bobagem ou frescura, atenuando a falta de compreensão e apoio, despertando o suicídio como escapatória das opressões ela.
No período iluminista, entendeu-se que a sociedade progride quando um indivíduo se comove com o problema do outro. No entanto, esse intelecto é corroborado pela própria nação, isso faz com que a população não se atente aos transtornos psicológicos das outras pessoas. Assim, a continuidade do pensamento de inferioridade patológica, funcionará como base de preconceito, perpetuando a adversidade no Brasil.
Diante do exposto, com a sociedade acelerada e sintética, ainda há intervenções para serem solucionadas. Para a conscientização da população brasileira a respeito do impasse, urge que, a escola, deva promover o treinamento de profissionais da educação para identificar tendências depressivas, utilizando obras e filmes literários, promovendo o alerta e a reflexão desse caos emergente. Ademais, cabe a mídia, usufruir da sua influência persuasiva para protestos e campanhas de valorização a vida, por intermédio de comerciais e propagandas em telejornais, a fim de um incentivo à procura de um auxílio médico. Somente assim, poder-se-á reverter um globo análogo a falhas, havendo insatisfação perante o problema, que, narrado por Oscar Wilde, é o primeiro passo para o progresso de uma nação.